VÁRZEA GRANDE
Teste do Pezinho completa 50 anos e reforça importância do diagnóstico precoce em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Hoje, 6 de junho, é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho, data que reforça a importância da triagem neonatal biológica, popularmente conhecida como Teste do Pezinho.
A primeira triagem neonatal da América Latina foi realizada pelo Instituto Jô Clemente, antiga APAE de São Paulo, em 1976, possibilitando o diagnóstico precoce da fenilcetonúria em recém-nascidos.
Ao longo dessas cinco décadas, muitos avanços foram conquistados. Atualmente, o Teste do Pezinho é um direito de todos os recém-nascidos vivos, garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio do exame, é possível detectar diversas doenças genéticas e metabólicas que podem comprometer o desenvolvimento e a qualidade de vida dos bebês.
Seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), o SUS realiza a triagem das seguintes doenças:
- Fenilcetonúria;
- Hipotireoidismo congênito;
- Fibrose cística;
- Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias;
- Hiperplasia adrenal congênita;
- Deficiência de biotinidase;
- Toxoplasmose congênita.
A Triagem Neonatal tem papel fundamental na prevenção de alterações no desenvolvimento físico e mental dos recém-nascidos, reduzindo o risco de deficiência intelectual, complicações graves e até mesmo óbitos precoces.
Conforme explica a secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Valéria Nogueira, a recomendação do Ministério da Saúde é que a coleta da primeira amostra seja realizada após 48 horas do nascimento. O prazo ideal para a realização do exame vai até o quinto dia de vida do bebê, devido às características das doenças investigadas e à necessidade de início rápido do tratamento.
“Esse teste é extremamente importante para o diagnóstico precoce de doenças graves, que podem causar morte ou sequelas permanentes. Com a identificação precoce, é possível adotar medidas terapêuticas que melhoram significativamente a qualidade de vida da criança e de toda a família”, destaca a secretária.
Mãe do pequeno Antony, Carla Daniele Arouche realizou o exame na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque do Lago e elogiou o atendimento.
“Foi tudo muito tranquilo. A gente fica com dó porque o bebê chora, mas é um choro pela vida. O exame é extremamente importante e, felizmente, de fácil acesso”, relatou.
Onde fazer?
Em Várzea Grande, o Teste do Pezinho pode ser realizado em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS).
De acordo com a pediatra e coordenadora da equipe médica da Maternidade Municipal de Várzea Grande “Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo”, Dra. Gabriela Zandonaide Dorileo, a maioria dos recém-nascidos recebe alta hospitalar com cerca de 48 horas de vida e é orientada a procurar a UBS para realizar o exame.
“Realizamos o teste nos bebês que, por algum motivo, permanecem internados por mais de três dias na unidade”, explica.
Os recém-nascidos que apresentam resultados alterados, ou seja, fora dos valores de referência, são reconvocados para exames confirmatórios por meio da Busca Ativa. Esse acompanhamento é fundamental para prevenir complicações decorrentes das doenças identificadas e garantir o início rápido do tratamento.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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