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Superintendência de Saúde Mental será criada em Várzea Grande para fortalecer políticas públicas do setor

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A demanda crescente de cuidados com a saúde mental ficou ainda mais latente com o surgimento da pandemia da COVID-19, que acirrou as desigualdades e vulnerabilidades sociais. Por esta razão, o secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, anunciou durante realização da  IIIª Conferência Municipal de Saúde Mental, a criação da Superintendência de Saúde Mental, na estrutura organizacional da secretaria municipal de Saúde. Ela terá a missão de instituir um conjunto de políticas públicas para ampliar a atenção psicossocial no município, aos atingidos pela pandemia e voltadas, sobretudo para pessoas em sofrimento psíquico, com transtorno mental e necessidades decorrentes do uso prejudicial do álcool e de outras drogas.

A iniciativa, segundo Gonçalo de Barros, tem como eixos a garantia do acesso do público a ações de promoção e prevenção a agravos no âmbito da saúde mental de forma humanizada; garantia adequada  de uma atenção especial no âmbito do SUS, e de combater estigmas e preconceitos, promovendo respeito aos direitos humanos, à autonomia, à liberdade das pessoas e ao exercício da cidadania.

“A criação da Superintendência foi amplamente discutida com as equipes técnicas de Saúde Mental, com Conselho Municipal de Saúde e teve o aval do prefeito Kalil Baracat. Temos que avançar nas políticas de saúde mental. É fato que a pandemia da COVID-19, desestabilizou emocionalmente muitas pessoas, deixando seqüelas, por perdas na família por conta da doença. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) destaca em vários artigos e pesquisas o efeito devastador da pandemia da COVID-19 sobre a saúde mental e o bem-estar das populações. Então resolvemos ter uma Superintendência exclusiva para tratar sobre o assunto e avançar nas nossas políticas públicas municipais para esta área. Já temos uma Rede de Atenção fortalecida, mas precisamos reformular e ampliar, por conta do aumento da demanda”, destacou o secretário.

Para o Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Várzea Grande, Marcos Prates, o evento realizado em dois dias, foi considerado de grande importância para o avanço das ações da saúde mental, principalmente pela participação da população representada pelo segmento de usuários, trabalhadores e gestores. O número de participantes foi muito expressivo, 140 pessoas representantes de  vários serviços da saúde, bem como da rede intersetorial, sendo: CAPS, Atenção Básica, Centro de Reabilitação, Centro de Especialidades em Saúde de Várzea Grande, UPAs, Pronto Socorro, SAE/CTA, Secretaria Municipal de Saúde, Planejamento, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Educação, Juizado Especial Criminal de Várzea Grande, Ministério Público, Universidades, profissionais autônomos e instituições não governamentais.

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“O evento atingiu o objetivo, teve grande repercussão. Ganhamos uma Superintendência exclusiva para tratar sobre o assunto e foram dois dias, de muito debate, com  palestrantes de referência na área psicossocial, os quais proporcionaram informações e subsídios para  a elaboração de propostas pelos presentes, as quais serão encaminhadas ao gestor municipal e encaminhadas ao Conselho Estadual de Saúde. Outro ponto de destaque foi a organização do evento realizada pelo Conselho Municipal de Saúde de Várzea Grande com técnicos da Secretaria Municipal de Saúde. No evento também foram  eleitos 20 delegados, dos segmentos de usuários, trabalhadores e gestor, conforme legislação nacional, que  irão representar o município na etapa estadual e defender as propostas elaboradas para a melhoria e fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial no nível, municipal, estadual e nacional”, disse o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Várzea Grande.

Para a técnica responsável pela área de Saúde Mental de Várzea Grande, Soraya Miter Simon , a nova  Superintendência de Saúde Mental será  a área técnica da Secretaria Municipal de Saúde responsável por estabelecer diretrizes, articular ações e gerir o Plano Municipal da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que é organizada a partir de sete componentes: Atenção Primária, Atenção Psicossocial Estratégica, Atenção de Urgência e Emergência, Atenção Residencial de Caráter Transitório, Atenção Hospitalar, Estratégias de Desinstitucionalização e Estratégias de Reabilitação Psicossocial.

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“A RAPS tem como finalidade a atenção à saúde para pessoas, chamadas de usuários, com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas no Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como diretrizes o respeito à liberdade, à promoção da autonomia e da cidadania, combate ao estigma/preconceito, reconhecimento dos condicionantes e determinantes sociais da saúde, garantia da equidade e a integralidade do cuidado. A prioridade da RAPS é a construção de uma rede de serviços substitutiva ao hospital psiquiátrico, garantindo atenção em saúde mental de base comunitária/territorial e a desinstitucionalização de pacientes longamente internados”, defendeu Soraya Miter Simon.

Serviços: Várzea Grande hoje possui os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que são unidades para acolhimento às crises em saúde mental, atendimento e reinserção social de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e/ou com transtornos mentais decorrentes do uso prejudicial de álcool e/ou outras drogas. Os CAPS oferecem atendimento interdisciplinar, composto por uma equipe multiprofissional e atua em articulação com as demais unidades de Saúde e com outros setores (Educação, Assistência Social, Poder Judiciário), sempre incluindo a família e a comunidade nas estratégias de cuidado.

O acesso aos CAPS pode ser feito por demanda espontânea, por intermédio de uma unidade de atenção primária ou especializada, por encaminhamento de uma emergência ou após uma internação clínica/psiquiátrica. Os CAPS atualmente funcionam de segunda a sexta, com atendimento das 8h às 17h. Mas, em breve dois CAPS, o de transtorno mental e o de álcool e drogas terão funcionamento estendido, 24h, durante os sete dias da semana, oferecendo a possibilidade de acolhimento noturno para quem já é atendido, conforme avaliação da equipe.

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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