VÁRZEA GRANDE
Sine de Várzea Grande oferece 362 vagas de emprego nesta semana
VÁRZEA GRANDE
Atualização da oferta de emprego formal traz como destaque oportunidades nas áreas de produção e logística
O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Várzea Grande está ofertando, nesta semana, um total de 362 oportunidades para quem busca inserção ou recolocação no mercado de trabalho. Os cargos com maior número de vagas são para auxiliar de linha de produção (105), auxiliar de logística (19), ajudante de obras (24), auxiliar de limpeza (17) e operador de caixa (14), demonstrando alta demanda nos setores industrial, de serviços e construção civil.
O secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mario Quidá Neto, destaca que o Sine tem se consolidado como uma importante ferramenta de acesso ao trabalho e cidadania. “Nosso compromisso é conectar quem está em busca de emprego às empresas que precisam contratar, promovendo desenvolvimento econômico e social em Várzea Grande”, afirmou.
A unidade, localizada no 2º piso do Várzea Grande Shopping, no Centro Estadual de Cidadania, atende de segunda à sexta-feira, das 10h às 18h. No local também é possível realizar a emissão da Carteira de Trabalho, encaminhamento ao Seguro-Desemprego e cadastramento para vagas disponíveis. “Nosso atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, garantindo suporte para aqueles que buscam uma recolocação profissional”, reforçou Quidá Neto.
Para quem ainda não possui cadastro no sistema, basta comparecer com RG, CPF, carteira de trabalho e comprovante de residência.
Segundo o balanço do Sine/VG, só no mês de março foram realizados 331 encaminhamentos para emprego, 282 emissões de carteira de trabalho e 297 atendimentos relacionados ao seguro-desemprego, números que refletem o aquecimento do mercado local.
Confira abaixo todas as vagas ofertadas nesta semana, com a quantidade de oportunidades entre parênteses:
Abatedor (4), Ajudante de carga e descarga (8), Ajudante de obras (24), Ajudante de padeiro (5), Ajudante de lanchonete (3), Atendente de lojas (1), Auxiliar de armazenamento (1), Auxiliar de cozinha (1), Auxiliar de encanador (3), Auxiliar de expedição (1), Auxiliar de faturamento (1), Auxiliar de limpeza (17), Auxiliar de linha de produção (105), Auxiliar de logística (19), Auxiliar de manutenção predial (1), Auxiliar de mecânico de autos (1), Auxiliar de pessoal (1), Auxiliar de técnico de controle de qualidade (1), Auxiliar geral de conservação de vias permanentes (11), Azulejista (1), Carpinteiro (7), Codificador de dados (1), Controlador de qualidade (1), Desossador (5), Eletricista de instalações (5), Eletricista de instalações industriais (1), Empacotador à mão (7), Encanador (1), Encarregado de seção de controle de produção (1), Estampador de placas de identificação veicular (1), Estoquista (6), Eviscerador em matadouro (3), Fateiro em matadouro (3), Fiscal de loja (1), Fiscal de segurança (1), Lombador em matadouro (3), Margarefe (5), Mecânico de manutenção hidráulica (3), Mecânico de refrigeração (1), Montador (1), Motorista de caminhão (11), Motorista entregador (4), Oficial de manutenção (3), Operador de caixa (14), Operador de empilhadeira (2), Operador de escavadeira (3), Pedreiro (12), Pintor de obras (15), Promotor de vendas (6), Repositor de mercadorias (11), Serrador da parte traseira – matadouro (3), Servente de obras (5), Técnico de controle de qualidade (3), Torneiro mecânico (1), Vigia noturno (3).
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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