VÁRZEA GRANDE
Serviços contínuos de limpeza bueiros e de canais garantiram redução de alagamentos
VÁRZEA GRANDE
Gestão da prefeita Flávia Moretti prioriza manutenção preventiva e ações ágeis para proteger a população durante o período chuvoso
Em meio às fortes chuvas que castigam diversas regiões do Brasil, causando alagamentos e transtornos em grandes cidades como Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo, Várzea Grande tem se destacado pela eficiência no combate a esses problemas. A nova gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), por meio da Secretaria Municipal de Viação, Obras e Urbanismo, tem investido em serviços contínuos de limpeza de bueiros e canais, garantindo que os pontos críticos da cidade não sofram mais com inundações como antes.
Nos primeiros 100 dias de governo, a pasta realizou 44 serviços de limpeza de bueiros em 19 bairros e 19 limpezas de canais em nove bairros, números que refletem o trabalho intensivo e preventivo da equipe, isso de janeiro até março. Os resultados já são visíveis: na última terça-feira (8), quando chuvas fortes atingiram a região, apenas casos pontuais de alagamento foram registrados em alguns locais da cidade, todos prontamente resolvidos hoje (9).
Os trabalhos emergenciais e de planejamento para a estiagem, conforme o secretário Celso Luiz, mesmo diante das adversidades, as equipes têm atuado sem interrupções.
“É importante ressaltar que o nível de chuvas de ontem foi bastante alto e, agora, no final da época das chuvas, estão vindo precipitações ainda mais torrenciais. No começo do ano, quando as fortes chuvas começaram, nós tínhamos muito lixo, muitas obstruções nos canais e, mesmo com todas as dificuldades, realizamos inúmeras intervenções”, contou o gestor da pasta.
Segundo ele, os serviços, mesmo sendo executados em condições desfavoráveis, já apresentam resultados concretos. “Os canais estão sendo desobstruídos, limpos, em alguns casos a gente já conseguiu ampliar essa drenagem, e os serviços são ininterruptos. Com a chuva de ontem, tivemos alguns prejuízos materiais, mas aqueles efeitos bastante traumáticos para a cidade, como ocorreu na Alameda e no Construmat, no dia 1º de fevereiro, já não ocorreram mais devido às ações que tomamos”, afirmou.
Além disso, a secretaria já prepara intervenções mais robustas para o período de estiagem. “Paralelamente a isso, nós já estamos fazendo o levantamento de todos esses pontos para que, no período de estiagem, possamos realizar obras, como a substituição de tubulações por aduelas, o aumento do diâmetro dos canais, já levando em conta a necessidade de sanar todos esses problemas que ocorreram este ano e evitar que se repitam no próximo”, explicou o secretário.
Além disso, a gestão reforça seu compromisso com soluções definitivas e ações estratégicas, para conseguir com que o Município todo esteja alinhada com medidas de longo prazo, para esses problemas não aconteçam nos próximos anos.
“A Prefeitura assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao MP Ministério Público de Mato Grosso (MP) para que seja feito o estudo de toda a drenagem do Município em nível geral. Existem várias bacias no município com ocupações irregulares, que causam muitos transtornos. Precisamos avaliar também o lado social e humano, além da legislação ambiental”, afirmou Celso Luiz Pereira.
Entre as prioridades está a revitalização de áreas críticas, como a bacia do bairro da Manga e Avenida da FEB, onde serão instaladas tubulações de maior capacidade. “É nossa intenção, por exemplo, na bacia do bairro da Manga com a Avenida da FEB, substituir todos os pontos de passagem, trocando os tubos de concreto por tubos de dois metros de diâmetro. Essa foi uma determinação direta da nossa prefeita Flávia Moretti, para que isso não se repita no próximo ano”, destacou.
MAIS AÇÕES – Outras regiões, como Primavera e Monte Castelo, também receberão intervenções. “Toda a área está encharcada, e não é possível realizar a obra de imediato, mas o material que conseguimos alocar por meio de doação da Sinfra será utilizado para uma obra concretada e definitiva. Esse é o compromisso da gestão: resolver de forma definitiva, e não viver de paliativos”, reforçou.
Ele também destacou os desafios e respostas imediatas contra esses problemas de alagamento e inundações, onde apesar dos avanços, algumas áreas ainda demandam atenção emergencial. A pasta continua com nossa equipe nas ruas, tentando minimizar os problemas. Existem muitas áreas que precisam de patrulhamento e cascalhamento. Ontem mesmo, no Paiaguás, estávamos depositando materiais para minimizar o problema, mas, com a chuva, o serviço foi interrompido.
“Agora acredito que, até o final de abril, entraremos na estiagem, e aí sim conseguiremos trazer uma solução mais adequada para essa população que sofre bastante por causa da falta de planejamento e controle no passado”, completou.
A prefeita Flávia Moretti tem demonstrado, por meio dos serviços realizados pela Secretaria de Viação, Obras e Urbanismo, que a prevenção é a melhor estratégia para evitar danos à população. Enquanto outras cidades enfrentam caos e prejuízos devido a alagamentos, Várzea Grande vem se tornando um exemplo de gestão eficiente e responsável.
“A gestão entende que muitos moradores já perderam móveis, eletrodomésticos e até documentos por causa das enchentes. Nosso objetivo é garantir que isso não aconteça mais”, reforça o gestor da pasta de Obras de Várzea Grande.
Com um trabalho contínuo e foco na manutenção preventiva, a administração prova que, mesmo diante de chuvas intensas, é possível minimizar impactos e oferecer mais segurança à população. A ausência de alagamentos em pontos críticos da cidade é a prova de que ações planejadas e executadas com agilidade fazem toda a diferença.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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