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Serviço de Convivência trabalha a empatia  com crianças e adolescentes

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Empatia é a habilidade de entender a necessidade do outro, suas dores e suas alegrias. E para fortalecer esse tema, alguns polos que atuam com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos resolveram desenvolver atividades onde crianças e adolescentes vivenciam situações que resultem em atitudes solidárias, ajuda ou compartilhamento.

No polo do Jardim Eldorado, por exemplo, a orientadora social Renita Barros, trabalhou nesta semana, com o seu grupo de crianças e adolescentes, várias atividades, dentre elas a dinâmica da lata da empatia, modo de se comunicar com o colega, reutilização de material descartável e até o simples ato de molhar as plantas, como forma de observar a necessidade do outro.

“É importante que eles saibam que neste plano todos nós dependemos uns dos outros, e que é preciso não só enxergar, mas se solidarizar, ou seja, ter empatia, e se colocar no lugar daquele que necessita de um olhar atento. Essas atitudes, ainda que simples, também são uma forma de amor ao próximo”, destacou a orientadora.

Renita lembra que o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos não só trabalha essa temática, com a coloca em prática durante todos os encontros realizados. “As crianças e adolescentes participam ativamente das rodas de conversas onde vários assuntos são colocados em pauta, dentre eles o respeito pelo mais velhos, aos pais e educadores. Em nossas atividades, todos os materiais usados nas tarefas propostas para o dia, são compartilhados entre todos. E essas atitudes com certeza irão impactar de forma positiva a realidade ao nosso redor, pois crianças bem orientadas serão adultos mais conscientes”.

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Em relação ao meio ambiente, as crianças aprenderam que as plantas necessitam de água para se manter vistosas e alegres e que o ato de regá-las também é um ato de amor. “E essa é uma forma de empatia ao meio ambiente. Assim como limpar a calçada e juntar os lixos, tarefas que podem ser realizadas por qualquer pessoa”, observou a orientadora.

A coordenadora da Proteção Social Básica, Bernadete Miranda, disse que todos os eixos temáticos são trabalhados com muita responsabilidade e em todos os polos de atuação. “Temos uma equipe bastante ativa e todas realizam o seu trabalho de forma eficaz, tanto nos grupos de crianças e adolescentes como de idosos também. E esse é o nosso trabalho tem sido referência para outros municípios. O serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos também tem a missão de auxiliar na manutenção de sentimentos, como cooperação, empatia, compaixão e gentileza e todos esses atos geram bem estar e felicidade, tanto para quem dá como para quem recebe”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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