VÁRZEA GRANDE
Serviço de Convivência discute abuso e violência a pessoa idosa
VÁRZEA GRANDE
Todos os polos de atuação estarão abordando o tema bem como os tipos de violação de direitos.
O mês de junho não é só de comemoração aos santos Antônio, João e Pedro, mas se consolida também como um mês de mobilização para a conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. Mas que um período de reflexão, é também um momento de conscientizar essa parcela da população sobre os vários tipos de violação, como a violência física, psicológica, patrimonial, sexual, abandono e discriminação.
“Esses atos muitas das vezes passam despercebidos e, infelizmente, é uma realidade que afeta milhares de idosos, em todo o mundo, e que também está presente em nossa sociedade. Para combater esses tipos de violência é preciso despertar, principalmente no idoso, a importância de se relatar a forma em que seus direitos estão sendo violados”, destacou a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira.
A gestora explica que em Várzea Grande muitos idosos participam dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), e que durante os encontros, várias atividades são realizadas, além de palestras com tema motivacional, orientações jurídicas e neste mês de junho, estamos intensificando o tema: Combate à Violência contra a Pessoa Idoso. “A data é celebrada anualmente no dia 15 de junho, mas durante todo o mês os polos que atuam com o Serviço de Convivência estarão dando ênfase ao assunto”, explicou a secretária.
Ontem no polo do Marajoara – que integra o Centro de Referência em Assistência Social, unidade São Mateus – a orientadora social Lindalva Marques, durante o encontro semanal, abordou o tema com o seu grupo da terceira idade. “O encontro foi pautado nas questões que envolvem a agressão contra os idosos e a importância de se falar sobre esse assunto. É importante despertar na sociedade essa conscientização, mas é tão importante também que os idosos denunciem as agressões sofridas, independente da forma como ela tem sido praticada”, observou.
A orientadora social destacou ainda que além das mensagens sobre o tema, os idosos participaram também de sessão de fotos com um painel criado especificamente para lembrar a data e o mês de mobilização e combate à violência dos idosos.
A coordenadora da Proteção Especial Básica, Bernadete Miranda, disse que Várzea Grande vem construindo a cada dia e de forma permanente, políticas públicas voltadas à terceira idade. “O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos atua também com o grupo de idosos e de forma acolhedora, realiza semanalmente os encontros para um momento de descontração, e também de informação. Temos vários pólos que trabalham com esses grupos além do Centro de Convivência Vovô Zeid onde mais de 150 idosos participam das oficinas realizadas no local, bem como das atividades físicas de baixo impacto e culturais. O centro hoje é referência para outros municípios, numa demonstração de que essa gestão cuida e zela pela população idosa”, completou.
15 DE JUNHO: A data foi declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violação à Pessoa Idosa. Desde 2006, o dia é reafirmado com a realização de campanhas em todo o mundo para sensibilizar a sociedade sobre a importância de combater a violência contra os idosos. O objetivo principal deste dia é criar uma conscientização mundial, social e política sobre a existência dessa violência.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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