VÁRZEA GRANDE
Secretárias avaliam que nova unidade do Sesc/Senac amplia qualificação e bem-estar em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Em um único espaço estão reunidos cursos de qualificação profissional, academia, atendimento odontológico e restaurante, ampliando o acesso dos trabalhadores do comércio e da população em geral a serviços que contribuem para o bem-estar, a capacitação e a melhoria da qualidade de vida
A instalação da nova unidade integrada do Sesc Mato Grosso e do Senac Mato Grosso – pertencentes ao Sistema Fecomércio MT -, na Avenida da FEB, é vista pela atual gestão municipal como um avanço importante para a cidade, com impactos diretos na geração de empregos, qualificação profissional e melhoria da qualidade de vida da população.
A nova unidade reunirá, em um único espaço, cursos de qualificação profissional, academia, atendimento odontológico e restaurante, ampliando o acesso dos trabalhadores do comércio e da população em geral a serviços que contribuem para o bem-estar, a capacitação e a melhoria da qualidade de vida.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, o empreendimento fortalece o perfil econômico do Município. “A chegada da nova unidade integrada do Sesc Mato Grosso e do Senac Mato Grosso na Avenida da FEB é estratégica porque fortalece o eixo comercial da cidade e consolida Várzea Grande como polo de serviços na região metropolitana. Estamos falando de investimento com geração de empregos e qualificação da nossa população, sem onerar os cofres públicos e o melhor, com nova possibilidades de parcerias”, afirma.
A proposta da unidade também amplia o acesso da população a serviços essenciais. “A unidade integra educação profissional, saúde e lazer no mesmo espaço. Isso significa mais oportunidades de qualificação, acesso a serviços como academia, atendimento odontológico e restaurante de qualidade. É dignidade para o trabalhador e investimento no capital humano”, destaca Fabyane.
No campo econômico, a expectativa é de impacto positivo na renda e no comércio local. “A construção já gerou empregos e, com o funcionamento, novas vagas diretas e indiretas serão abertas. Isso movimenta o comércio, aquece a economia local e amplia a renda das famílias”, completa.
A gestão municipal também projeta parcerias para potencializar os resultados da nova estrutura. “Vamos atuar em conjunto para mapear as demandas do mercado local e direcionar cursos profissionalizantes alinhados às reais necessidades das empresas. Queremos preparar nossa população para ocupar as vagas que surgem dentro da nossa cidade”, pontua a secretária.
A secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, ressalta o impacto social da iniciativa. “Significa reconhecer o valor de quem move a economia. Quando há investimento em saúde, alimentação de qualidade e bem-estar, há fortalecimento do trabalhador e, consequentemente, de toda a cidade. É uma parceria que gera impacto social positivo e contribui para uma Várzea Grande mais forte e mais humana”, afirma.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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