VÁRZEA GRANDE
Secretaria investe mais de R$ 2 milhões na mobilidade urbana da cidade
VÁRZEA GRANDE
Valores foram empregados em sinalização horizontal e vertical, incluindo pintura de faixas e instalação de placas e redutores de velocidade, além de novos sentidos de ruas, visando criar um ambiente mais seguro para condutores e pedestres
Neste ano de 2023, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana (SSPMU-VG), empregou mais de R$ 2 milhões em sinalização horizontal e vertical, incluindo pintura de faixas e instalação de placas e de redutores de velocidade, além de novos sentidos de ruas, visando criar um ambiente mais seguro para condutores e pedestres.
Ao todo foram beneficiados 46 bairros com a instalação de mais de 800 placas novas e recuperadas outras 320 placas. Também foram realizadas a pintura de 41 novas faixas de pedestres e a recuperação de 32 faixas, somadas a mais de 43 km de sinalização horizontal.
Isso sem falar nos 14 pontos de radares fixos e de barreiras eletrônicas instaladas nas principais ruas e avenidas da cidade que apresentam altos índices de acidente automobilístico e morte de pedestres. Dados contabilizados pela Coordenadoria de Mobilidade Urbana até 30 de novembro deste ano.
“Realizamos mudanças significativas nos bairros, garantindo não apenas a eficiência no tráfego, mas, principalmente, a prevenção de acidentes. A recente implantação de sinalizações em diversos pontos da cidade representa um avanço em busca de maior segurança para todos”, explicou o coordenador de Mobilidade Urbana de Várzea Grande, Cidomar Arruda.
O Secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Breno Gomes, enfatiza que as mudanças foram planejadas em conjunto com a equipe técnica para aprimorar a mobilidade urbana na região. Ele afirma: “Esperamos que essas medidas proporcionem uma experiência de trânsito mais segura e eficiente para todos que transitam por Várzea Grande. Estamos comprometidos em ampliar esses serviços para mais bairros no próximo ano”.
O prefeito Kalil Baracat pontuou sobre os resultados alcançados: “A mobilidade urbana é um pilar essencial para o desenvolvimento da cidade, a recente implementação de novas sinalizações de trânsito em diversos pontos da cidade marca um avanço significativo na busca por maior segurança viária. Essas medidas abrangentes não apenas beneficiam pedestres ao garantir travessias mais seguras, mas também proporcionam uma condução mais fluida e segura para motoristas e motociclistas. O investimento em uma infraestrutura de sinalização moderna reflete o compromisso com a comunidade em criar um ambiente rodoviário mais seguro e eficiente, promovendo a redução de acidentes e fortalecendo a coexistência harmoniosa entre os diferentes modos de transporte”, disse o Chefe do Executivo Municipal.
Confira as principais mudanças de trânsito por região:
– Na rua Pará com Rio de Janeiro, no bairro Nova Várzea Grande, foram implantadas novas placas de sinalização, proporcionando uma orientação mais clara aos condutores e pedestres. Além disso, a pintura de faixas contribui para uma travessia mais segura.
– Na rua Xavantina com a rua Dr. Joaquim Tanajura, no bairro Marajoara, intervenções foram realizadas com ênfase na segurança. A instalação de novas placas e a recuperação das antigas visam a melhorar a visibilidade e a compreensão das regras de trânsito, além de 08 (oito) cruzamentos sinalizados.
– Colinas Verdejantes: na rua Dezesseis com a rua Dezenove e na 24 de Dezembro, foram aplicadas medidas de sinalização horizontal, incluindo pintura de faixas e instalação de placas.
– Aurília Curvo e Santa Clara: serviços de revitalização foram realizados, incluindo a pintura de faixas de pedestres e placas de sinalização.
– Bonsucesso: Avenida Gil João da Silva tornou-se mão única, proporcionando melhor fluxo de tráfego. A rua Joaquim P. Magalhães foi integrada ao novo sentido viário, aumentando a segurança para moradores e visitantes.
– Construmat: a rua do Independente, no trecho da Av. Vereador Abelardo até a rua Capitão Benevides, agora segue sentido único para a Avenida Dom Orlando Chaves. A sinalização horizontal e as placas foram renovadas em toda a extensão, reduzindo riscos de acidentes.
– Centro Norte: a rua Sen. Vicente Vuolo passou a ser mão única, do trecho da rua Mário Mota até rua Clóvis Hugueney, com devida sinalização. A rua Henrique de Paula e Travessa Melgaço receberam nova sinalização facilitando o acesso à travessa Maracaju para o Centro.
– Jardim Imperial: na Rua Camarões, no trecho da rua A até a rua Nova Zelândia, foram implementadas medidas de sentido único, acompanhadas de serviços de pintura de Eixo Central, faixa de pedestre e quebra-molas, visando a redução do fluxo de veículos e a segurança dos moradores.
– Bairro Paiaguás: nova sinalização na Avenida Trinta e Sete, além da instalação de dois quebra-molas devidamente sinalizados, com placas de PARE e pinturas horizontais do eixo central duplo em toda extensão da Via 1,6 KM, garantindo redução de velocidade e segurança para a comunidade.
– Mapim: renovação completa da sinalização na Avenida DNER, com placas, pinturas e redutores de velocidade em toda sua extensão. Além disso, novas placas foram implantadas na Avenida Mato Grosso, fortalecendo a segurança viária.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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