CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

VÁRZEA GRANDE

Secretária de Saúde assegura apuração técnica para esclarecer possíveis inconsistências sobre processo seletivo  

Publicados

VÁRZEA GRANDE

Gestora também reforçou que, caso sejam confirmadas irregularidades, as medidas administrativas cabíveis serão adotadas, conforme prevê a legislação

A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Valéria Nogueira, participou, na manhã desta quarta-feira (8), de uma reunião na Câmara Municipal, convidada pela vereadora Gisa Barros (PSB), juntamente com a Comissão de Saúde, para tratar de questionamentos relacionados ao processo seletivo em andamento no Município.

Durante a reunião, foram apresentados apontamentos e demandas de profissionais que relataram possíveis inconsistências em situações de contratação e substituição de servidores, especialmente, em casos envolvendo a convocação de aprovados no processo seletivo.

A secretária Valéria Nogueira destacou que Pasta já identificou situações que precisam de verificação e informou que foi instituída uma comissão interna para apurar, de forma individualizada, todos os casos apresentados. Segundo ela, a orientação é garantir transparência e rigor técnico na análise.

“Nos colocamos à disposição para avaliar cada situação. Foi criada uma comissão, e o gabinete está aberto para receber os profissionais e verificar possíveis incongruências”, afirmou.

Leia Também:  Obras avançam e nova etapa com construção de meios-fios e sarjetas começa no bairro

A vereadora Gilsa Barros, que propôs a reunião, destacou que a iniciativa surgiu a partir de diversas reclamações recebidas de profissionais da saúde. Segundo ela, o objetivo do encontro foi promover o diálogo e buscar esclarecimentos sobre os trâmites adotados.

A gestora também reforçou que, caso sejam confirmadas irregularidades, as medidas administrativas cabíveis serão adotadas, conforme prevê a legislação, incluindo apuração de responsabilidades e eventuais ajustes no processo.

Outro ponto abordado foi a situação de profissionais desligados que aguardam pagamento. A secretária informou que já solicitou levantamento detalhado sobre prorrogações contratuais e que os casos estão sendo analisados individualmente.

Além disso, Valéria destacou que há unidades com déficit de profissionais, em razão da ausência de candidatos suficientes para suprir todas as vagas ofertadas, o que poderá demandar novos chamamentos para garantir a continuidade da assistência à população.

A Secretaria Municipal de Saúde reforçou que segue acompanhando de forma criteriosa todas as etapas do processo seletivo, com o compromisso de assegurar legalidade, transparência e a manutenção dos serviços prestados à população.

Leia Também:  Várzea Grande tem 212 vagas de emprego abertas; 08 para pcds

O encontro contou com a presença do vereador Alessandro Moreira, do vereador enfermeiro Emerson, do subsecretário de Governo, Ícaro Reveles, além profissionais técnicos de enfermagem e enfermeiros da rede municipal e também servidores do PS.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

VÁRZEA GRANDE

Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

Publicados

em

Por

.

Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Leia Também:  Homem com antecedentes é detido após desacatar e ameaçar Guardas Municipais durante abordagem

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

Leia Também:  VG em Ação transforma bairros com mutirão de limpeza, sinalização e iluminação nesta terça-feira (19)

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA