VÁRZEA GRANDE
Secretária de Assistência participa de confraternização dos idosos no Jardim Marajoara
VÁRZEA GRANDE
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, esteve nesta quarta-feira (30), na igreja Católica Sagrada Família, localizado no Jardim Marajoara, para participar de uma confraternização com os idosos do Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, para festejar com os aniversariantes dos meses de março, abril e maio.
“Comemoramos há três meses os aniversários dos idosos de uma forma coletiva, para que eles possam compartilhar, juntamente, com os demais colegas desse momento especial. O nosso objetivo é promover um momento de lazer e comunhão entre todos os participantes e poder trazer um pouco mais de leveza e alegria para esse grupo da melhor idade”, destacou a orientadora social, Lindalva Marques de Arruda.
Ela conta que entre os participantes tem ‘jovens’ de quase 100 anos e que são inspiração para os outros integrantes, com idades menos avançadas. “A motivação e alegria dessas pessoas nos contagiou. Enquanto orientadora social, eu me deixo levar pela experiência de cada um e também dou o meu melhor para bem atendê-los, respeitando a limitação e sobretudo, a vontade de cada um”.
Com 95 anos, dona Catarina de Senna não deixa de participar dos encontros do Serviço de Convivência e faz questão de estar conectada com todas as atribuições realizadas no local, como as oficinas e palestras. Ela até pratica exercícios de baixo impacto, para não ficar de fora das atividades, e dessa forma compartilhar também do momento de entretenimento.
“Agradeço a Deus por estar nesta idade tendo a oportunidade de poder viver em comunidade, e juntamente, com os demais participantes aproveitar desses momentos”, comemorou.
Dona Maria Emília Bueno, 92 anos, também faz questão de participar, todas as segunda e quartas-feiras das reuniões, e diz que se sente muito bem em estar no meio das amigas e participando das atividades desenvolvidas no local. “Aqui eu sou muito bem tratada e me sinto muito bem. Gosto desse lugar e das pessoas”, assegurou a idosa afirmando que mesmo com a voz embargada e a vista limitada, faz questão de estar presente em todos os encontros.
A dona Maria de Almeida tem 65 anos de idade e é filha da idosa Maria Emília Bueno. Ela conta que antes de participar das atividades no local, vinha para trazer a mãe, mas depois foi se inteirando das atividades, e hoje faz parte do grupo. “Essa ação realizada aqui pela Assistência é muito boa e faz com que a gente se sinta ativa e presente”.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que a pasta tem como uma de suas prioridades a criação de políticas públicas que promovam a valorização do idoso e sua reinserção na vida social, pois a qualidade de vida não depende da idade, mas da maneira como encaramos o envelhecimento. E o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos tem justamente essa premissa, de contribuir para o bem estar dos idosos”.
A gestora disse ainda que sempre que pode faz questão de ir ao encontro dos grupos seja da terceira, de mulheres e crianças e, e poder desfrutar dessa convivência social e comunitária.
Quanto à comemoração aos aniversariantes, Ana Cristina ressaltou que essa é também uma demonstração de compromisso da Secretaria de Assistência em valorizar e celebrar a experiência e vida dos idosos.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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