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Saúde de Várzea Grande reforça medidas para identificação de casos da doença

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Várzea Grande segue sem registros de casos de meningite em 2026. Mesmo assim, a Secretaria Municipal de Saúde tem reforçado aos profissionais, especialmente das unidades de pronto atendimento, a importância de fazer o chamado ‘manuseio da meningite’, com identificação de sintomas – mesmo que em caráter de suspeita – para atendimento e notificação imediatos, e da notificação compulsória, ou seja, obrigatória.

“O atendimento pontual e ágil vai fazer toda a diferença em casos de confirmação da doença, independentemente de ser meningite viral ou bacteriana. Essa celeridade vai impedir a transmissão para outras pessoas e até mesmo, ofertar um tratamento em tempo, que pode ser crucial para a plena recuperação do paciente”, frisa a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira.

Conforme dados atualizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da Secretaria de Estado de Saúde (SES MT), foram confirmados 29 casos de meningite e 8 óbitos pela doença em Mato Grosso.

No final do ano passado, técnicos da Pasta passaram por uma capacitação em meningite ofertada pelo governo do Estado. “A doença tem um sintoma bastante característico que liga o alerta para urgência de atendimento, e até mesmo de isolamento, que é o chamado diagnóstico diferenciado, a rigidez da nuca”, explica a Maria José Neves, enfermeira da Vigilância Epidemiológica do município.

Em casos de rigidez na nuca, o paciente sob suspeita deve adotar o uso de máscaras, assim como parentes próximos, e buscar imediatamente unidades de pronto atendimento, que em Várzea Grande são as UPAs do Cristo Rei e do Ipase e o Hospital e Pronto-Socorro Municipal. Nos locais, a equipe médica vai avaliar o paciente e avaliar se cabe um tratamento medicamentoso em casa, ou, se é o caso de isolamento imediato. A meningite pode ser causada por diferentes agentes, como vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos. Por isso, nem todo caso de meningite é meningocócico e nem toda situação exige as mesmas medidas de controle.

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A doença tem como principais sintomas: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência, confusão mental, convulsões, manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou piora rápida do estado geral. Em lactentes e crianças pequenas, também devem ser observados irritabilidade intensa, choro persistente, recusa alimentar, vômitos, sonolência ou letargia e abaulamento da fontanela [quando a moleira da cabeça do bebê fica estufada].

INICIATIVAS – Como forma de evitar a confirmação de casos, além de ofertar vacinas, as equipes de saúde estão desde o início do ano letivo realizando busca ativa nas escolas públicas para atualização da caderneta de vacinação. Crianças e jovens com dose em atraso, ou sem o registro dela, são imunizados na escola mesmo, após prévia autorização dos pais.

“Muitas vezes, ficamos sem poder atualizar as cadernetas porque os pais e ou responsáveis não autorizam a vacinação. É preciso ter ciência que a vacina salva vidas e previne contra várias doenças. Precisamos ampliar os índices de cobertura da população, mas para isso, temos de contar com a conscientização. Estamos em plena busca ativa de pessoas dos grupos prioritários para receber as doses específicas, estamos indo até as pessoas, tudo para facilitar e abreviar o acesso aos imunizantes. Precisamos da colaboração”, reforça a secretária.

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No último sábado, dia 25, quando Várzea Grande realizou o ‘Dia D’ de vacinação contra influenza, por exemplo, todas os grupos elegíveis às doses tiveram as cadernetas e carteirinhas de vacinação atualizadas.

Quem estava com doses em atraso, pôde receber vacina contra sarampo, covid-19 e em caso de vacinas com dias específicos de aplicação, as pessoas foram orientadas a retornar à unidade de saúde na data correta.

PROTEÇÃO – O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente a vacina contra a meningite C, aplicada em bebês entre 3 e 5 meses de vida, e a vacina contra as meningites A, C, W, Y, aplicada como reforço preferencialmente aos 12 meses, podendo ser administrada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. A ACWY também pode ser aplicada como dose única ou complementar em adolescentes entre 11 e 14 anos.

Os imunizantes previstos pelo Programa Nacional de Imunizações estão disponíveis nas 25 Unidades Básicas de Saúde de Várzea Grande, conforme os públicos e faixas etárias definidos pelo Ministério da Saúde e atendendo à rotina da Sala de Vacinação das unidades para evitar desperdício de doses, com o descarte de imunizantes sem a total utilização.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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