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Saúde de Várzea Grande recebe recursos para fortalecimento da Atenção Primária

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Várzea Grande foi contemplada com mais um repasse do programa Pix Saúde, que será aplicado na melhoria e ampliação do acesso da população aos serviços de saúde, especialmente na Atenção Primária, porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). O município participou, na manhã desta sexta-feira (12), de uma solenidade nacional que realizou repasses simultâneos para diversos estados brasileiros.

Conforme o superintendente estadual do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Pedro Henrique Santos Dias, Várzea Grande recebeu R$ 131.800,00, valor que deverá ser destinado à retomada da construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Valéria Nogueira, que durante a solenidade realizada no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) representou todos os secretários municipais de Saúde de Mato Grosso, destacou que o recurso poderá ser utilizado em três frentes prioritárias de obras nas UBSs do município.

“Vamos definir de forma técnica, juntamente com a prefeita Flávia Moretti, onde esses recursos serão melhor investidos. Temos várias demandas na Atenção Primária. Onde os recursos melhor se encaixarem, será lá que farão a diferença para a nossa população”, afirmou.

Pedro Henrique Santos Dias ressaltou que a maior parte dos recursos destinados por meio do Pix Saúde é proveniente do Novo PAC Saúde e atende demandas já pleiteadas pelos municípios.

“Os recursos são fruto de articulações entre gestores municipais, Estado e União. Derivam de um diálogo que foi aberto e que segue aberto”, destacou.

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Valéria pontuou que Várzea Grande tem buscado emendas, parcerias e apoio institucional para destravar obras e garantir recursos que permitam respostas mais rápidas às necessidades da população.

“Ainda temos obras que são fruto de projetos antigos, muitas delas paralisadas, e que precisam ser entregues à população. Como diz nossa prefeita, recurso público não tem partido nem bandeira. Pertence a todos os cidadãos e vamos buscar sempre todas as alternativas. O objetivo é atender os várzea-grandenses de forma humana, eficiente e eficaz”, afirmou.

A presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (Fessp-MT), Carmen Machado, elogiou a condução da pasta da Saúde em Várzea Grande.

“Conheço a atuação da Valéria e sei que os recursos e a Saúde de Várzea Grande estão em mãos competentes e serão muito bem administrados. Fechamos esta sexta-feira com ‘S’ maiúsculo de saúde, com repasses de recursos para várias frentes em Mato Grosso. Desde valores para retomada de obras até construções de CAPS, unidades de saúde e entrega de equipamentos para atendimento especializado”, declarou.

Valéria destacou ainda que recursos anteriormente repassados pelo Ministério da Saúde já estão sendo aplicados em obras que seguem dentro do cronograma.

“No final de maio, assinamos a Ordem de Serviço para a continuidade das obras da primeira sede própria do CAPS AD Porte III, que já estão em andamento. Outra obra que segue avançando é a construção da nova maternidade. São projetos destravados pela atual gestão municipal e priorizados tanto pela prefeita Flávia Moretti quanto pelo Ministério da Saúde. O resultado é a execução das obras e futuras entregas que farão a diferença para a população que depende do SUS”, ressaltou.

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Com a ação nacional realizada nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde liberou R$ 577,2 milhões por meio do Pix Saúde para acelerar a expansão da infraestrutura do SUS em todo o país. Os recursos serão destinados a 393 empreendimentos por meio do Novo PAC Saúde, com foco na ampliação da capacidade de atendimento da rede pública e na redução dos vazios assistenciais, especialmente em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.

A iniciativa garante o repasse imediato de recursos federais para estados e municípios após a assinatura da Ordem de Serviço, simplificando o início das obras e agilizando a execução dos investimentos.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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