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Reforma do Pronto-Socorro avança em Várzea Grande, mas conclusão depende da liberação de recursos pela Câmara

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A reestruturação do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande já transformou parte significativa da unidade, mas ainda depende da aprovação do projeto de suplementação orçamentária que tramita na Câmara Municipal para que novas etapas possam ser executadas. Dos R$ 11,7 milhões destinados pelo Governo do Estado para a modernização da maior unidade de urgência e emergência de portas abertas da Baixada Cuiabana, aproximadamente R$ 5,7 milhões já foram aplicados em obras e aquisições. O restante dos recursos aguarda autorização legislativa para ser utilizado.

Entre as melhorias já executadas estão a reforma de 98% da cobertura do telhado do Pronto-Socorro, em uma área de cerca de 8 mil metros quadrados; a revitalização de 14 banheiros; a reforma de dois vestiários destinados aos colaboradores; a modernização da infraestrutura tecnológica; a aquisição de dois grupos geradores; e a reestruturação da área administrativa da unidade.

Apesar dos avanços, o cenário ainda exige investimentos para que a transformação seja concluída. Segundo o superintendente de Obras da Secretaria Municipal de Saúde, Michael Alves, a próxima etapa prevê intervenções fundamentais para garantir mais segurança, conforto e funcionalidade ao hospital.

“Com a liberação dos recursos, daremos continuidade à substituição completa da rede elétrica da unidade, à reforma de mais 45 banheiros, ao fechamento das laterais do telhado do Pronto-Socorro, à conclusão da área administrativa e à aquisição de mais três grupos geradores, completando os cinco equipamentos previstos para garantir autonomia energética ao hospital”, explicou.

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, ressalta que a reforma representa uma das maiores intervenções estruturais já realizadas na unidade e que a continuidade das obras é essencial para oferecer um ambiente mais adequado, estruturado e digno à população.

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“O Pronto-Socorro atende milhares de pessoas todos os meses, e essa obra foi planejada justamente para corrigir problemas históricos da unidade. Cada etapa concluída representa mais segurança para os pacientes, melhores condições de trabalho para os profissionais e mais qualidade na assistência prestada à população. Esta é uma obra histórica. Jamais outra gestão realizou uma intervenção dessa magnitude”, destacou.

A secretária reforça ainda que a unidade é referência em urgência e emergência não apenas para a Baixada Cuiabana, mas também para municípios de Mato Grosso, de Rondônia e de toda a região cortada pela BR-163.

“Temos a única unidade de portas abertas de toda essa região, que ultrapassa os limites do Vale do Rio Cuiabá”, afirmou.

PROJETO

Enquanto a primeira fase já demonstra resultados visíveis — especialmente durante o período chuvoso, quando não foram mais registradas goteiras em setores críticos como o Trauma, as salas Vermelha e Amarela, a enfermaria infantil e o centro cirúrgico —, a continuidade da reestruturação depende diretamente da aprovação do superávit financeiro pelo Poder Legislativo.

Na prática, quanto mais tempo o processo permanecer sem definição, mais distante ficará a conclusão das melhorias planejadas e mais a população continuará sem acesso a uma estrutura plenamente adequada.

A demora impacta não apenas o cronograma das obras, mas também a entrega de melhorias essenciais, como banheiros reformados, garantindo mais higiene e conforto para pacientes e acompanhantes, além de maior segurança elétrica, eliminação de infiltrações e melhores condições de funcionamento da unidade.

Com serviços aguardando execução e recursos disponíveis, mas ainda sem autorização para utilização, o avanço da reforma permanece em compasso de espera.

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Para quem busca atendimento na unidade, o reflexo é direto: a conclusão das intervenções representará mais conforto, segurança, acessibilidade e melhores condições de atendimento. Até que os recursos sejam liberados, parte dessa transformação continuará aguardando para sair do papel.

O projeto de reestruturação do Pronto-Socorro é considerado estratégico pela gestão municipal por enfrentar problemas estruturais acumulados ao longo de décadas. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é de que, com a aprovação da suplementação orçamentária, as obras sejam retomadas imediatamente, permitindo que a população tenha acesso a uma unidade mais segura, moderna e preparada para atender à crescente demanda da saúde pública em Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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