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Rede Municipal garante alimentação escolar de qualidade para quase 40 mil estudantes no retorno às aulas

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Com o retorno às aulas nesta semana, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), reforça um dos principais compromissos da gestão: garantir alimentação escolar de qualidade para os quase 40 mil estudantes da Rede Municipal de Ensino. Nesta quarta-feira (22), todas as unidades seguem abastecidas e oferecendo regularmente as refeições previstas no cardápio elaborado por nutricionistas, assegurando uma alimentação equilibrada e adequada para cada faixa etária.

Mesmo diante dos desafios enfrentados nos últimos meses, entre eles o incêndio que atingiu o Centro de Distribuição de Merenda Escolar, a Secretaria reorganizou a logística de abastecimento e manteve o fornecimento dos alimentos sem interrupção. O trabalho envolve planejamento, acompanhamento técnico e distribuição diária para que nenhuma escola fique sem merenda.

Na EMEB Demétrio de Souza, a diretora Elizângela de Matos França explica que a alimentação segue uma rotina organizada e atende às necessidades de cada etapa de ensino.

“Seguimos o cardápio elaborado pela Secretaria, com orientação das nutricionistas. As crianças da Educação Infantil recebem o café da manhã logo no início do período. Depois, servimos o lanche aos demais alunos e, no caso das turmas em período integral, também oferecemos almoço e outro lanche à tarde. Todo o planejamento é feito para atender cada faixa etária da melhor forma possível.”

Segundo a diretora, o cardápio é definido previamente pela equipe técnica da Secretaria, garantindo refeições balanceadas e preparadas de acordo com as recomendações nutricionais.

No CMEI Professor Édson Reveles Pereira, a rotina alimentar também é acompanhada de perto pela equipe escolar e pelas nutricionistas da rede. A diretora Ângela Gonçalves da Silva destaca que o atendimento respeita tanto os horários quanto as necessidades específicas de cada criança.

“As crianças recebem café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, tudo organizado por horários e de acordo com a rotina de cada turma. O cardápio é elaborado pela nutricionista da Secretaria e atende às necessidades de cada faixa etária. Quando há alguma criança com restrição alimentar, fazemos todo o acompanhamento necessário, mediante laudo médico, para que ela receba uma alimentação adequada.”

A diretora também ressaltou que o abastecimento das unidades continua sendo realizado normalmente.

“Mesmo depois do incêndio, não faltou alimentação para as crianças. Desde aquele momento, continuamos recebendo todos os alimentos normalmente. O pão, o leite e os demais produtos chegam conforme o planejamento. Graças a Deus, está tudo funcionando bem, e nossas crianças continuam sendo atendidas com qualidade.”

Além do acompanhamento nutricional, a alimentação escolar da rede municipal segue critérios rigorosos de qualidade e segurança alimentar. Os cardápios são elaborados por nutricionistas, em conformidade com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e incluem alimentos variados, contribuindo para o desenvolvimento físico, cognitivo e nutricional dos estudantes.

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Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, garantir a alimentação escolar é uma prioridade permanente da gestão.

“A alimentação escolar vai muito além da merenda. Ela representa cuidado, saúde, aprendizado e acolhimento. Nossa determinação é que nenhuma criança fique sem suas refeições e que todas recebam uma alimentação de qualidade, preparada com responsabilidade e acompanhada por profissionais capacitados. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo Município, reorganizamos nossa logística para manter o abastecimento das escolas e assegurar tranquilidade às famílias. Esse é um compromisso da nossa gestão com os estudantes e com toda a comunidade escolar.”

Atualmente, as 100 unidades da Rede Municipal de Ensino recebem regularmente os gêneros alimentícios distribuídos pela SMECEL. O abastecimento é acompanhado continuamente pelas equipes técnicas da Secretaria, garantindo que o retorno às aulas ocorra com todas as refeições sendo servidas normalmente e com a qualidade que os estudantes merecem.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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