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Projeto ‘VG com Elas’ inicia março com ação de valorização feminina em Várzea Grande

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O evento é apenas o primeiro de uma série de ações planejada e organizada por um coletivo comprometido com a valorização feminina e que conta com apoio da prefeitura, liderada por Flávia Moretti

O projeto ‘VG com Elas – Várzea Grande para Grandes Mulheres’ deu início à programação especial do Mês da Mulher com uma ação emocionante e transformadora. O primeiro evento ocorreu ontem, 1º de março, na sede do Centro de Promoções Humanas Bom Pastor, unidade feminina. A instituição atende mulheres em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas em processo de recuperação de dependência química, álcool ou medicamentos.

A ação foi organizada pela Associação das Mulheres Empreendedoras de Mato Grosso (ARVEND) e reuniu um coletivo de mulheres preocupadas em proporcionar acolhimento, autoestima e novas perspectivas para as internas. Durante a visita, as participantes receberam uma palestra sobre autoestima e cuidados pessoais, além de um verdadeiro dia de beleza, com serviços de cabelo, design de sobrancelha, esmaltação e penteados.

A prefeita Flávia Moretti (PL) prestigiou o evento e destacou a importância da iniciativa. “Nosso compromisso é fortalecer ações que valorizem as mulheres, principalmente àquelas que enfrentam desafios e precisam de apoio para resgatar sua dignidade e confiança. Projetos como esse fazem toda a diferença e mostram que juntas somos mais fortes”.

A presidente da ARVEND e palestrante do evento, Josiane Campos, reforçou o papel da entidade, que há 11 anos atua na promoção da autonomia feminina e possui cerca de 8 mil mulheres associadas. “A ideia de começar o ‘VG com Elas’ nesta instituição foi da ARVEND. Há nove anos realizamos a Roda do Empoderamento, levando informação e orientação para mulheres que, muitas vezes, não têm acesso a eventos no centro da cidade. Aqui, elas participam de palestras sobre saúde, violência doméstica, empreendedorismo e capacitação. E, ao final, recebem um dia de beleza para elevar a autoestima. Esse apoio da prefeitura de Várzea Grande fortalece nosso trabalho e nos permite ampliar nossa atuação em outros bairros”.

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A programação contou ainda com a presença da pastora Maria Padilha, da Igreja Missionária Mensagem da Cruz, que deu a bênção inicial ao evento. Também participaram a equipe voluntária do Centro Técnico de Beleza, a vice-presidente da BPW Várzea Grande e coordenadora da BPW Brasil, Letícia Silva, a secretária de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Ina de Maria, a coordenadora de Meio Ambiente e Business da BPW, Tina Souza, além de Taynara Moraes, assistente social da prefeitura e coordenadora das atividades do projeto ‘VG com Elas’ e Karyne Moraes, coordenadora e terapeuta da unidade.

“Vamos postar semanalmente nas redes sociais da prefeitura e das parceiras realizadoras as programações. Importante que as mulheres várzea-grandenses conferiram e venham participar dessa iniciativa que busca fortalecer, acolher e transformar a vida de muitas mulheres”, convidou a prefeita Flávia Moretti.

O evento é apenas o primeiro de uma série de ações planejada para o mês de março e organizada por um coletivo comprometido com a valorização feminina. Entre os realizadores do projeto estão as entidades: ARVEND, a PMM, Coletivo Essência, ABMCJ-MT, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de VG, Lírios, Mulheres do Bem, Cenprhe, Rede Cidadã, BPW Brasil de VG, Fórum das Mulheres Negras, Rejane Corrêa, Centro Popular Dorcelina Fulador e AFVG. O projeto conta ainda com o apoio da prefeitura de Várzea Grande, CDL, ALMT e Sebrae.

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Programação da 1ª Semana de Março:

Dia 06/03 – Quinta-feira – Pedal da Guarda – VG com Elas

19h – com saída da praça Sarita Baracat (antiga praça Aquidaban)

Dia 07/03 – Sexta-feira – VG com Elas e Meio Ambiente

7h30 – Escola Estadual José Leite de Moraes

8h às 11h30 – Projeto ARVEND Mulheres em Ação, na Escola Estadual Profª Maria da Cunha Bruno, bairro Jardim Primavera.

17h30 – Marcha VG com Elas – Pelo fim da violência política contra a mulher, concentração na praça Armando Reslan Salem, mais conhecida como praça da Todimo, saída as 18h até a igreja Nossa Senhora do Carmo.

Dia 08/03 – Sábado – Roda de Conversa – Coletivo Essência

8h às 11h na sede do Coletivo Essência

8h às 11h – Proejto ARVEND Mulheres em Ação, na Escola Tenente Abílio, bairro 15 de Maio

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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