VÁRZEA GRANDE
Projeto da Guarda Municipal leva orientação sobre proteção infantil a alunos da zona rural
VÁRZEA GRANDE
Estudantes do 3º ao 5º ano da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Benedito Abraão Nassarden, localizada na comunidade Formigueiro, na zona rural, receberam nesta quarta-feira (17) a visita dos bonecos do Projeto Arte de Proteger, desenvolvido pela Guarda Municipal, para abordar um tema de grande relevância: o combate ao abuso e à exploração sexual infantil.
Durante a ação, os alunos participaram de atividades educativas, receberam orientações e interagiram com os bonecos, que, de forma lúdica, transmitiram mensagens sobre autocuidado, respeito, proteção pessoal e a importância de buscar ajuda de um adulto diante de situações que possam representar riscos.
O aluno Brayan Santos, de 10 anos, aprovou a iniciativa e afirmou que pretende compartilhar os ensinamentos com outras crianças.
“Gostei da apresentação dos bonecos e dos ensinamentos que eles passaram. É importante não falar com estranhos, não aceitar balas e não entrar em veículos de pessoas desconhecidas”, comentou.
Moradora da comunidade rural, a merendeira Loislaine Pereira de Oliveira, mãe de uma aluna da escola, destacou a importância do projeto para abordar um assunto que ainda é considerado tabu por muitas famílias.
“As crianças de hoje estão muito mais informadas, mas é fundamental que sejam constantemente orientadas sobre os perigos que podem surgir no dia a dia. Como mãe, me sinto mais segura ao ver que minha filha aprende formas de se proteger. A escola tem sido uma grande parceira nesse processo. Nós conversamos sobre o assunto em casa, e a unidade escolar reforça esse aprendizado”, afirmou.
A diretora da instituição, Rosalina Costa Santos, ressaltou a parceria da Guarda Municipal com as escolas e a contribuição do projeto para ampliar os temas trabalhados em sala de aula.
“A questão do abuso e da exploração sexual é amplamente discutida na unidade e integra diversas ações desenvolvidas pela escola. O projeto da Guarda Municipal vem ao encontro desse trabalho, abordando o tema de forma lúdica e envolvente para as crianças. Somos muito gratos por essa parceria”, disse.
A inspetora Inês Guimarães explicou que o projeto foi criado há 20 anos a partir da necessidade de a Guarda Municipal atuar nas escolas com ações de educação para o trânsito.
“A receptividade foi tão positiva que percebemos a necessidade de ampliar os temas abordados, incluindo meio ambiente, bullying, racismo e prevenção ao abuso e à exploração sexual infantil. Neste caso, a iniciativa surgiu a partir da própria escola”, relatou.
Segundo a inspetora, a metodologia utilizada pelos bonecos tem apresentado resultados positivos entre os estudantes.
“O projeto amplia seu alcance e contribui para a formação de crianças mais conscientes. Elas ouvem, aprendem e reproduzem o que foi ensinado, tornando-se multiplicadoras dessas informações. Essa interatividade fortalece a escuta e a capacidade de observação das crianças”, completou.
Galeria de Fotos (2 fotos)
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
-
VÁRZEA GRANDE7 dias atrásVárzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade
-
CUIABÁ7 dias atrásCapacitação fortalece atuação das equipes das UPAs e Policlínica de Cuiabá
-
CUIABÁ7 dias atrásLimpurb realiza quase 32 mil intervenções na iluminação pública de Cuiabá no primeiro semestre de 2026
-
POLÍTICA MT6 dias atrásEscola do Legislativo abre matrículas para cursos gratuitos do segundo semestre
-
CUIABÁ7 dias atrásSaúde Mental de Cuiabá registra quase 30 mil atendimentos e fortalece estrutura dos CAPS
-
CUIABÁ7 dias atrásPrefeitura promove últimas etapas de capacitação para vigilantes patrimoniais
-
CUIABÁ6 dias atrásMato Grosso AgroFestival apresenta programação completa em lançamento oficial nesta segunda
-
CUIABÁ6 dias atrásParque das Águas recebe sistema de monitoramento com 34 câmeras integradas ao Vigia Mais

