VÁRZEA GRANDE
Projeto ambiental reforça ações de sustentabilidade dos alunos da rede pública de Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) deu início na última quarta-feira, 23, às ações do Projeto “Plantar e Cuidar” de 2022. As atividades do projeto foram desenvolvidas junto aos alunos da “EMEB Vereador Estevão Ferreira da Cunha”, localizada no distrito de Souza Lima.
De acordo com a equipe da Educação Ambiental da Smecel, o projeto tem o objetivo de proporcionar aos alunos conhecimentos e reflexões no intuito de oportunizar práticas educativas no plantio e no cuidado assim como a valorização da importância dos parques urbanos como essenciais na melhoria da qualidadede vida da população.
Segundo a diretora da escola, Danúbia de Assunção Lopes “essas ações de sensibilização, dos espetáculos teatrais e o plantio de mudas são importantes para tornar os alunos mais conscientes, instigando os jovens a cuidar do seu bairro, da cidade, começando pela própria escola”.
O aluno Brayan Guilherme do 1º ano, participante das atividades disse “tudo que fazemos com a natureza vai retornar para nós mesmos, por isso devemos cuidar do meio ambiente”.
O secretáriode Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio Santos, enfatizou que a arborização em espaços urbanos que sua pasta está realizando em parceira com a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, juntamente com outros parceiros, vai permitir o aperfeiçoamento da convivência e melhoria na qualidade de vida da população a partir do bem estar estético, observação da fauna e da flora, atividade física e conforto térmico.
O secretário Silvio Fidelis destacou que essas atividades pedagógicas realizadas em parceria com as demais Secretarias Municipais que envolvem a natureza, permitem aos alunos uma profunda reflexão, ampliando a percepção sobre a convivência harmoniosa com o meio ambiente e os seus benefícios. Para ele, as atividades do Projeto “Plantar e Cuidar” junto às escolas fomenta as ações de preservação de alunos, família e comunidade escolar à preservação das áreas verdes, como os parques e os espaços públicos para o lazer, a leitura, a prática esportiva e o convívio familiar.
Em 2022, o Projeto “Plantar e Cuidar” vai contemplar alunos de 12 escolas municipais com atividades de sensibilização, oficinas e aulas de campo no Parque Bernardo Berneck, com trilha ecológica orientada pelos técnicos da SMECEL e SEMMADRS finalizando sempre com um piquenique.
As escolas que irão ser atendidas pelo Projeto são as EMEBs: Maria Pedrosa de Miranda; Euraíde de Paula; Mário Antunes de Almeida; Padre Luis Maria Ghisoni, Luiz Reveles Pereira, Apolônio Frutuoso da Silva, Júlio Correa, Abdala José de Almeida, Senhora Dirce Leite e Antônio Salústio Areais.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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