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Projeto “Adote um Espaço” será neste sábado, no Parque Municipal Flor do Ypê

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A primeira ação do projeto “Adote um Espaço”, lançado no último dia 5 de junho pela Prefeitura de Várzea Grande, em parceria com o Ministério Público, será realizado neste sábado, 22 de junho, das 8h às 11h30, no Parque Municipal Flor do Ipê. Com a participação do Grêmio Estudantil da Escola Estadual José Leite de Moraes, a atividade incluirá um mutirão de limpeza e o plantio de mudas, envolvendo a comunidade estudantil local.

O projeto é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) de Várzea Grande e visa engajar a comunidade escolar e empresas locais na conservação de espaços públicos. O “Adote um Espaço” é direcionado a escolas municipais, estaduais e particulares de Várzea Grande, incentivando-as a adotar áreas públicas próximas às suas comunidades, incluindo parques, áreas verdes e Áreas de Preservação Permanente (APPs).

A SEMMADRS fornecerá suporte com mudas, insumos e assistência técnica necessária para a execução do projeto. Após o plantio, caberá às escolas a manutenção e conservação dos locais adotados.

Jean Lucas Teixeira de Carvalho, secretário da SEMMADRS, explica que o projeto nasceu da necessidade de implementar o disposto no artigo 225 da Constituição Federal de 1988, que enfatiza a responsabilidade de todos na manutenção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. “A comunidade estudantil de Várzea Grande tem agora a chance de fazer a diferença, não apenas participando de um evento ambiental, mas também contribuindo para um legado de sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente”, ressalta Carvalho.

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Além de envolver as escolas, o projeto “Adote um Espaço” também visa, com a ajuda da comunidade, identificar e transformar espaços públicos usados como “bolsões de lixo” em áreas verdes. A médio e longo prazo, a conscientização gerada pelo projeto espera criar um mecanismo de constrangimento social, desincentivando o despejo de resíduos nesses locais e estimulando denúncias contra aqueles que desrespeitam as normas de convivência e educação social.

SERVIÇO:

O QUÊ: Projeto “Adote um Espaço” – mutirão de limpeza e o plantio de mudas no Parque Municipal Flor do Ypê

QUANDO: Sábado, 22, das 8h às 11h30

LOCAL: Parque Municipal Flor do Ypê, localizado na rua das Petunias, n 11 – bairro Flor do Ypê/Cristo Rei

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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