VÁRZEA GRANDE
Programa Escola em Tempo Ampliado celebra 10 anos transformando vidas em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
“Eu participei desde a fundação do ETA, quando palestrava voluntariamente, e garanto que no meu mandato haverá todo recurso possível para ampliar o número de escolas no programa”, afirmou a prefeita Flávia Moretti
São dez anos de trabalhos intensos, de transformações de vida e de ensinamentos a milhares de alunos. Recentemente, o Programa Escola em Tempo Ampliado (ETA) celebrou uma década de funcionamento na rede municipal de educação de Várzea Grande. A comemoração foi em clima de festa na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Gonçalo Domingos de Campos (CAIC)’, escola-piloto do projeto, reunindo alunos, professores, gestores e toda a comunidade escolar.
Criado em 2015, inicialmente como projeto-piloto, o ETA tem como meta fortalecer a aprendizagem, ampliar o tempo de permanência na escola e reduzir a vulnerabilidade social de crianças e adolescentes da rede municipal. O sucesso da iniciativa consolidou o ETA como política pública permanente, regulamentada pela Lei Complementar nº 5.125/2023, um marco para a educação várzea-grandense.
A prefeita Flávia Moretti (PL) participou da solenidade e destacou a importância do programa para o futuro da cidade, anunciando ainda a meta de ampliar o ETA até o fim da gestão.
“Um tema fundamental para o futuro da nossa sociedade é a educação integral em tempo ampliado, que vai além das paredes da sala de aula e do horário tradicional, buscando desenvolver não apenas o intelecto, mas também as habilidades socioemocionais, físicas e criativas dos nossos jovens. Ela valoriza a diversidade de experiências e saberes, permitindo que os estudantes sejam protagonistas do seu próprio processo de aprendizagem. Eu participei desde a fundação do ETA, quando palestrava voluntariamente, e garanto que no meu mandato haverá todo recurso possível para ampliar o número de escolas no programa”, afirmou a prefeita.
ALCANCE – Atualmente, o Programa ETA é desenvolvido em 37 escolas municipais, atendendo aproximadamente 2.220 alunos. O programa conta com 37 professores articuladores, um por unidade escolar, e 148 professores monitores de oficinas, que oferecem atividades nas áreas de arte, música, esportes, cultura, tecnologia e reforço pedagógico. Cada escola também dispõe de uma equipe de apoio, com profissionais dedicados à higienização e à alimentação, garantindo um ambiente acolhedor e seguro para os estudantes.
A diretora da escola anfitriã, Selcilene Gonçalves, ressaltou o impacto positivo do programa ao longo dos anos e o papel transformador da educação integral na vida das famílias várzea-grandenses.
“O ETA é um divisor de águas para muitas crianças e adolescentes. Aqui, eles descobrem talentos, constroem amizades e aprendem valores para a vida toda. Celebrar esses 10 anos é ver o resultado de um trabalho feito com amor, comprometimento e foco em oferecer mais oportunidades. Cada oficina, cada projeto e cada professor envolvido são parte de uma grande engrenagem que transforma realidades. É motivo de orgulho fazer parte dessa história”, destacou Selcilene.
Durante a celebração, apresentações culturais e artísticas foram realizadas pelos alunos, demonstrando na prática os resultados do ensino integral e da dedicação de toda a comunidade escolar.
O secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Igor Cunha, reforçou que o ETA é um modelo de sucesso que alia conhecimento, cidadania e inclusão, sendo referência para outros municípios.
“A educação integral é o caminho para formar cidadãos plenos, com senso crítico, empatia e consciência social. O ETA mostra que quando investimos tempo, estrutura e afeto, os resultados aparecem dentro e fora da sala de aula. Nossa meta é continuar expandindo esse trabalho, garantindo que mais escolas e mais crianças tenham acesso a essa metodologia transformadora”, afirmou a secretária.
O evento contou com a presença de autoridades municipais como a 1ª secretária da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereadora Rosy Prado (União), representantes da Secretaria de Educação, pais, alunos e servidores, reforçando o compromisso da Prefeitura de Várzea Grande em oferecer uma educação pública de qualidade, inclusiva e transformadora.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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