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Profissionais da Assistência participam de capacitação para alinhamento de programas sociais

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Profissionais que atuam na Secretaria de Assistência e que desempenham funções de técnicas, orientadoras e coordenadoras de programas sociais estão participando nesta terça-feira (20), de uma capacitação continuada. A formação, que está sendo realizada no Centro de Convivência Vovô Zeid, faz parte do processo permanente de aprendizagem e alinhamento dos serviços ofertados pelo Sistema Único de Assistência Social.

O treinamento está sendo ministrado pela equipe técnica da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), uma vez que os municípios desenvolvem programas sociais que são acompanhados e fiscalizados pelo Governo do Estado de Mato Grosso.

Como explica a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, a busca pela formação continuada das pessoas que desempenham funções com politicas públicas se faz necessária, até porque todos os dias temos que lidar com situações que envolve ações, serviços e até de conflitos, por isso é importante que todas as equipes estejam alinhadas e que possam desenvolver com êxito os seus trabalhos.

A coordenadora da Proteção Básica da Setasc, Gisele Rodrigues Martins, disse que uma das atribuições da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, por meio da Superintendência de Serviço Social, é o de garantir apoio técnico e assessoramento dos municípios. “Esse é um momento de encontro dos grupos que atuam na Proteção Especial Básica do município de Várzea Grande. Essa ação é muito importante para que para aprimorarmos a oferta de serviços, a exemplo dos Centros de Convivência, para que possamos esse acompanhamento mais próximo, dando orientações, sempre com o objetivo de oferecer a melhor prestação de serviço para a população”.

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A coordenadora informou ainda que essa é a primeira capacitação realizada no município neste ano de 2024. “No ano passado realizamos as capacitações no município sendo que foram tratadas de outras pautas, onde a nossa equipe focou em realização de cursos sobre trabalho social em família no âmbito do PAIF, e neste ano estamos executando outras ações. Essa é a primeira atividade que estamos realizando aqui em Várzea Grande, e temos a certeza de que será um dia de muito aprendizado e compartilhamento de informações. Outros municípios também estão sendo assistidos, conforme o planejamento destinado para cada região”, completou.

A coordenadora da Proteção Básica do município, Bernadete Miranda destacou a importância da capacitação para as equipes que atuam na proteção básica, assim como para outros grupos de serviços sociais. “É necessário que as equipes estejam alinhadas para desenvolverem as suas funções, por isso essa capacitação é necessária. A participação do Governo do Estado, em especial da Secretaria de Assistência Social e Cidadania têm sido fundamentais na execução de vários programas e ações desenvolvidas no município, e essa participação fortalece ainda mais o trabalho em prol daqueles que vivem em vulnerabilidade social”.

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MODELO: Várzea Grande tem apresentado resultados positivos em vários programas e serviços sociais executados no município e voltados para todas as faixas etárias, a exemplo do programa Criança Feliz, que sempre recebe visita de representantes de municípios de Mato Grosso.

O Programa Criança Feliz é uma importante ferramenta para que famílias com crianças até seis anos sejam assistidas com ações e programas que promovam o desenvolvimento integral, bem como o fortalecimento de vínculos familiares.

Em agosto de 2023, a equipe das cidades de Barão de Melgaço, Cláudia, Santo Antônio do Leverger, Chapada dos Guimarães, Querência, Água Boa e Nova Xavantina, vieram observar as atividades desenvolvidas junto às comunidades e famílias atendidas em Várzea Grande.

A visita foi coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SETASC) e faz parte da capacitação continuada – junto aos municípios que desenvolvem o programa Criança Feliz – que é acompanhada e fiscalizada pelo Governo do Estado.

A equipe técnica do programa Criança Feliz é composta por três visitadoras: Fabrícia da Silva Campos, Melissa Maria de Barros e Tatiane Maria de Almeida, com apoio da equipe do Centro de Referência em Assistência Social – CRAS – unidade Jardim Glória, Benedita e Kauane, e da Assistente Social, Nita Prado.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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