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Produtora de Várzea Grande conquista medalha de ouro com manteiga de garrafa em concurso estadual  

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Os produtos premiados poderão ser conhecidos e adquiridos na próxima edição da Feira FAM na próxima terça-feira, 4, das 8h às 18h, em frente à Prefeitura

A manteiga de garrafa produzida no Sítio Nossa Senhora das Graças, em Várzea Grande, foi um dos 88 produtos premiados na segunda edição do Concurso do Queijo 2025, realizado dentro do Festival do Queijo no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. A produtora da agricultura familiar Ana Lúcia Morais de Souza, moradora da comunidade São Miguel, no Sadia 3, conquistou medalha de ouro na competição, que teve ao todo 39 produtos agraciados com a mais alta premiação. O evento foi promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) e parceiros.

Esta é a segunda vez que Ana Lúcia participa de uma competição. Na primeira, ela também foi premiada com seus queijos artesanais. “Para mim foi muito importante participar do concurso, das palestras e das oficinas. Conheci novos produtores de várias regiões de Mato Grosso, revi amigos e pude ver meus produtos passarem pela análise laboratorial, o que deu ainda mais confiança no meu trabalho”, contou a produtora, que há dez anos se dedica à produção artesanal de queijos, requeijão, manteiga e doces.

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Com o reconhecimento conquistado, Ana Lúcia se prepara agora para regularizar sua queijaria e obter o Selo de Inspeção Municipal (SIM). “Hoje já não faço os queijos na cozinha de casa, e sim na queijeira. O item mais caro que ainda preciso adquirir é o pasteurizador, mas vou conseguir cumprir a legislação e conquistar o SIM para meus queijos artesanais”, afirmou.

Além de celebrar a medalha de ouro, Ana Lúcia já está organizando os doces que levará para a próxima edição da Feira da Família (Feira FAM), que ocorre na próxima terça-feira, 4 de novembro, das 8h às 18h, em frente à Prefeitura de Várzea Grande. O evento, promovido mensalmente pelo município, conta com almoço servido a partir das 11h e reúne dezenas de expositores da agricultura familiar. “Essas feiras e concursos fazem toda a diferença na nossa trajetória. Ajudam a trazer novos clientes, manter os antigos e abrir oportunidades para buscar investimentos”, destacou.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, ressalta a importância do incentivo ao pequeno produtor. “A valorização dos produtos locais fortalece a economia rural e dá visibilidade ao trabalho de quem produz com qualidade e dedicação. A Prefeitura tem trabalhado para oferecer suporte técnico e estrutural, ajudando nossos produtores a alcançar novos mercados e certificações”, afirmou.

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A médica veterinária Kelly Enciso, coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e responsável pela organização da Feira da Família, também acompanha o trabalho de Ana Lúcia e outros produtores. “Ver o crescimento e o reconhecimento de pessoas como a Ana Lúcia é muito gratificante. Nosso papel é orientar e apoiar para que cada vez mais produtores estejam regularizados e possam ampliar suas vendas com segurança e qualidade”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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