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Prefeitura realiza recadastramento do passe estudantil a partir de segunda-feira, dia 17

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Os trabalhos ocorrerão de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, e no sábado (22), das 7h30 às 11h. Quem já fez o processo, via MTU, não precisa comparecer

A prefeitura de Várzea Grande, por meio das secretarias de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, e em parceria com a Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), realizará, a partir de segunda-feira (17), o recadastramento dos estudantes que dependem do transporte coletivo da cidade e utilizam o passe estudantil. O serviço será realizado no Ginásio Fiotão, localizado ao lado do Terminal Rodoviário André Maggi.

Os trabalhos ocorrerão de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, e no sábado (22), das 7h30 às 11h. É necessário apresentar o cartão de estudante, o atestado de matrícula ou de frequência, comprovante de residência e o documento do estudante (RG, CPF ou certidão de nascimento para menores de idade). Importante frisar que os alunos que já compareceram à MTU este ano para fazer o recadastramento não precisam realizá-lo novamente. Porém, quem não fez o procedimento deve comparecer, caso contrário, poderá perder o benefício concedido pela prefeitura.

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O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Ronei Scarton Júnior, destacou que o recadastramento é uma forma de controlar o número real de estudantes do município de Várzea Grande que dependem do transporte público. Isso porque a pasta precisa gerenciar os recursos destinados ao passe livre dos estudantes.

“Precisamos ter esse recadastramento para saber, agora em 2025, realmente quem são os estudantes que continuaram estudando, quais são os novos que estão se cadastrando agora e, se porventura houver algum que era cadastrado e não está mais estudando, esse benefício será cortado dele”, argumentou o gestor.

A escolha do Ginásio Fiotão foi feita devido à sua estrutura e localização de fácil acesso para os estudantes, além de estar ao lado do terminal, onde centenas de alunos circulam diariamente para irem às escolas da cidade ou em Cuiabá.

“Vamos abrir no sábado, no período da manhã, para o recadastramento, justamente para não comprometer o horário de aula dos estudantes. Eles podem encaixar esse procedimento em sua rotina sem prejudicar os estudos”, acrescentou Gerson Ronei Scarton.

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E completou: “Nós entendemos a importância desse processo e estamos realizando o recadastramento por isso. No entanto, também precisamos considerar que, ao pagar um passe para alguém que não está mais estudando, a secretaria está desviando recursos que poderiam ser aplicados em outros serviços essenciais à população”, finalizou o secretário.

O secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Edson Sestari, reforçou o pedido para para que os mesmos continuem usufruindo do serviço disponibilizado pela prefeitura de Várzea Grande. “Garanta seu passe estudantil, é direito de cada estudante. Compareça para esse recadastramento”.

A união entre as duas secretarias com a MTU tem o objetivo de facilitar o recadastramento e controlar quantos estudantes utilizam o benefício. Dessa forma, a prefeitura poderá economizar recursos e garantir que o passe estudantil seja destinado apenas aos alunos que realmente precisam e estão estudando regularmente.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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