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Prefeitura mantém ‘mutirão’ de vacinação aos finais de semana em vários bairros

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Ação tem sido constante: Levar atendimento, orientação e cuidado até onde o morador está, facilitar o acesso e fortalecer os vínculos com a Atenção Básica

Com o objetivo de ampliar o acesso à saúde e facilitar a atualização da caderneta vacinal da população, equipe da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu neste final de semana ações em diversas comunidades do Município. Além da vacinação, as atividades também incluíram exames preventivos, aferição de pressão e glicemia, distribuição de vitaminas, pesagem do Bolsa Família e momentos de integração e acolhimento entre os profissionais de saúde e os moradores.

Na comunidade rural do Sadia, a equipe da Unidade de Saúde da Família (USF), do Distrito do Limpo Grande, levou a estrutura de atendimento até o ponto de apoio da comunidade Nossa Senhora Aparecida. Durante a ação, foram aplicadas 57 vacinas, distribuídas duas doses de vitamina A, realizados três exames de CCO (preventivo do colo do útero), sete testes rápidos para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além de três pesagens do Bolsa Família.

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Segundo a gerente da unidade, Marcyara Cristina, a ação foi extremamente positiva. “Por ser uma comunidade afastada, de zona rural, essas iniciativas fazem toda a diferença. Levar atendimento, orientação e cuidado até onde o morador está é uma forma de facilitar o acesso e fortalecer os vínculos com a atenção básica”, destacou.

Já a no bairro Jardim União, a equipe da Unidade de Saúde do Aurília Curvo realizou um animado “Arraiá da Saúde”, com foco na vacinação contra influenza, atualização do cartão vacinal e renovação de receitas médicas. A ação aproveitou o clima de férias escolares e festa ‘julhina’ para atrair o público infantil e suas famílias, com algodão doce, pé de moleque e toda a equipe estava a caráter.

“A proposta foi unir saúde, lazer e acolhimento, especialmente para os pais que trabalham durante a semana e têm dificuldades de levar os filhos a uma unidade de saúde. A gente aproveita esse momento para garantir que as crianças estejam com a vacinação em dia e possam aproveitar as férias com saúde e segurança”, destacou uma das servidoras da unidade.

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A comunidade do bairro Ouro Verde também recebeu uma edição do mutirão de saúde. A equipe da unidade local esteve presente no Centro Comunitário do bairro, onde realizou mais de 50 atendimentos, entre eles vacinação, aferição de pressão arterial, testes de glicemia e pesagem do Bolsa Família. A iniciativa reuniu diversas especialidades e aproximou ainda mais os serviços de saúde da população.

As ações fazem parte da política da gestão municipal de descentralizar os serviços e investir em ações comunitárias que reforcem o cuidado integral, a prevenção de doenças e a humanização no atendimento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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