VÁRZEA GRANDE
Prefeitura leva serviços às comunidades em ações nas escolas
VÁRZEA GRANDE
É uma forma de aproximar o serviço de saúde da população, principalmente, daquelas famílias que, pelo trabalho e outras responsabilidades, não conseguem ir ao postinho durante a semana
Equipes da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande estiveram presentes, na manhã deste sábado, em duas ações sociais realizadas nas escolas estaduais Irene Gomes de Campos e Deputado Salim Nadaf. Durante o evento, a equipe da Saúde ofereceu vacinação contra a influenza, atualização do cartão vacinal, pesagem de beneficiários do Bolsa Família, aferição de pressão arterial e teste de glicemia e ainda compartilhando cuidados e orientando a população sobre a importância da prevenção.
De acordo com o professor, Júlio César Marajoão, ele procurou o serviço para se imunizar da febre amarela, hepatite e antitetânica, principalmente pelo fato de trabalhar em sala de aula, estando em contato permanente com seus alunos, e também porque ele se prepara para uma viagem para a Colômbia. “É importante estar protegido para atender ao nosso chamado como professor e também para nos resguardar de várias doenças”, disse ele.
A mãe Vaneida Moraes da Silva também fez questão de trazer toda a família para atualizar o esquema vacinal. Os filhos de 5, 9 e 13 anos receberam as vacinas da gripe, dengue e HPV, conforme suas idades. “Aproveitamos o fim de semana pra fazer tudo junto. Durante a semana é corrido, a gente precisa trabalhar, dar conta da casa, buscar e levar filho pra escola. Foi uma ótima oportunidade pra fazer tudo de uma só vez”, disse.
De acordo com Silvana Moraes, enfermeira e responsável técnica pelo Programa Bolsa Família da Secretaria Municipal de Saúde, a parceria com as escolas fortalece o trabalho junto às comunidades. “Essas ações ajudam a alcançar um maior número de pessoas para fazer a pesagem, atualizar o cartão de vacinas e o cadastro no Bolsa Família. É uma forma de aproximar o serviço de saúde da população, principalmente, daquelas famílias que, pelo trabalho e outras responsabilidades, não conseguem ir ao postinho durante a semana. Dessa maneira, compartilhamos cuidados e fortalecemos o nosso papel social na promoção da saúde”, disse.
Essa grande ação também foi realizada no Colégio Salim Nadaf, região da Cohab Cristo Rei, onde a equipe de saúde do Parque do Lago e da Construmat deu continuidade às ações junto à comunidade, vacinando, pesando beneficiários do Bolsa Família e atualizando o cartão de vacina.
A responsável técnica da unidade de saúde do Jardim União, Maria Janie, reforçou a importância da parceria. “Com essas ações nas comunidades, a equipe consegue atender um maior número de pessoas, compartilhando orientações, vacinando e pesando beneficiários, sendo um elo importante para o desenvolvimento da família e o controle da situação de vulnerabilidade”, concluiu.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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