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Prefeitura investe R$ 1,5 milhão e dobra capacidade de atendimento de CMEI Miguelina de Campos e Silva

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O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, e o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, entregaram, nesta segunda-feira (09), as obras de reforma e ampliação do Centro Municipal de Educação Infantil – Cmei ‘Miguelina de Campos e Silva’, do bairro Vila São João. A entrega das obras faz parte de um pacote de investimentos de R$ 215 milhões que está sendo anunciado durante o calendário comemorativo do aniversário dos 155 anos da cidade.

O prefeito destacou que a creche foi praticamente reconstruída e trata-se de um presente pelo aniversário da cidade e pelo Dia das Mães. “Tenho a educação no meu DNA. Sou neto de professora e sei da importância que tem para o futuro da nossa cidade investimentos como este. A formação educacional na primeira infância é fundamental para o desenvolvimento intelectual e cognitivo da criança. Por isso, me sinto imensamente realizado por poder entregar um equipamento deste novo para a sociedade várzea-grandense”, pontuou Kalil.

Com as cinco novas salas, agora a unidade conta com nove espaços de aula. Também foram reconstruídos e ampliados os banheiros masculino, feminino e PCD, além da reconstrução da cozinha e do refeitório. A escola ganhou ainda um Posto de Transformação para a ampliação da capacidade de energia, que possibilitou o funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado em todos os ambientes, um novo reservatório e bomba d’água para o abastecimento contínuo da escola.

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Com um investimento de R$ 1,5 milhão em recursos próprios do município, a escola também foi beneficiada com a troca de todo o mobiliário, carteiras, cadeiras, berços, enxoval de cama, materiais pedagógicos, brinquedos educativos, parquinho externo, aparelhos de televisão e ventiladores instalados em todas as salas. A cozinha também recebeu novos equipamentos como geladeira, freezer, fogão, armários, utensílios domésticos, armários, além de todo equipamento para o preparo das refeições.

De acordo com a diretora do CMEI, professora Nazareth Batista de Oliveira Amaral, a escola era pequena e contava com apenas quatro salas de aula e atendia somente 80 crianças, de 2 e 3 anos. “Após as obras de reforma e ampliação, iremos dobrar nossa capacidade de atendimento para 160 crianças e, com o berçário, atenderemos crianças a partir de 1 ano e sete meses”, comemorou a diretora. O quadro de profissionais da escola também será ampliado de 32 para mais de 60 servidores na escola.

O secretário Silvio Fidelis destacou o trabalho de excelência dos profissionais do CMEI Miguelina, que em 2020 levou a escola a vencer o ‘Prêmio Municipal de Gestão Escolar’, que visa o reconhecimento das ações de inovação de gestão desenvolvidas pelas unidades educacionais da rede municipal. “Com todas essas melhorias recebidas pela gestão do prefeito Kalil e do vice Hazama, a partir de agora a escola vai estar preparada para ampliar o atendimento das crianças da comunidade podendo alcançar até 200 crianças atendidas aqui, oferecendo todo o conforto, segurança e o envolvimento de todos os profissionais da Cmei Miguelina”, concluiu.

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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