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Prefeitura inaugura sala lilás e amplia rede de proteção a vítimas de violência sexual

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Da escuta ao encaminhamento adequado. Serviço especializado cria um espaço exclusivo e inédito para as várzea-grandenses serem acolhidas com respeito e conforto

A implantação da sala do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (NAVVS) representa uma ação inédita e significativa na rede municipal de saúde de Várzea Grande, com foco no acolhimento humanizado de mulheres e crianças em situação de violência. O espaço, instalado no Centro de Atendimento Especializado e Serviço de Triagem e Acolhimento (SAE/CTA), foi planejado para oferecer conforto, segurança e privacidade em um momento de extrema vulnerabilidade.

Com ambiente cuidadosamente decorado e estruturado, a sala do NAVVS surge como um diferencial no atendimento, garantindo mais dignidade às vítimas e fortalecendo a rede de proteção no Município. A readequação da unidade, que havia sido apontada há cerca de cinco anos pelo Ministério Público, foi concluída em menos de um ano de gestão.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), destacou que a entrega da unidade simboliza a concretização de ações que sua gestão vem implantando desde janeiro de 2025 em prol do cuidado feminino. “Estamos em pleno mês de março, mês dedicado às mulheres. Nada mais justo e assertivo do que termos um espaço como esse para o atendimento sigiloso e um acolhimento verdadeiramente humanizado a quem está vulnerável. Temos a defesa da mulher como bandeira e nos engajamos em todas as ações que reforcei o cuidado e a proteção a cada uma de nós”.

A psicóloga Luzia Brenzan explica que o fluxo de atendimento do núcleo foi organizado para garantir agilidade e acolhimento adequado. Segundo ela, os pacientes podem chegar encaminhados pelo pronto-socorro ou pelo Conselho Tutelar e, em casos em que já há indícios ou recorrência de violência pode procurar direto o SAE. “Também há situações em que a própria família identifica sinais de abuso ou violência contínua e busca diretamente o atendimento. O NAVVS está preparado para receber esses casos com todo o cuidado necessário, desde a escuta até o encaminhamento adequado”, destacou.

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A implantação do núcleo integra um conjunto de melhorias realizadas na unidade, inicialmente com recursos próprios da Prefeitura. Posteriormente, o espaço também recebeu aporte de aproximadamente R$ 80 mil do deputado estadual Elizeu Nascimento (NOVO), destinado à aquisição de mobiliários.

REFORMA TOTAL – Além da nova sala, o SAE/CTA passou por uma ampla readequação. A unidade, que enfrentava problemas como infiltrações, portas danificadas e equipamentos comprometidos, foi revitalizada, tornando-se um ambiente mais adequado tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, o fortalecimento da estrutura era essencial diante do perfil dos atendimentos realizados. “Trabalhamos com pessoas emocionalmente fragilizadas, que precisam de acolhimento, respeito e um ambiente adequado. Nossa equipe já atua com excelência e sensibilidade, e agora conta com uma estrutura que acompanha essa qualidade”, afirmou.

A secretária ressaltou ainda que a reestruturação atende uma determinação da prefeita Flávia Moretti (PL) que orientou a gestão a priorizar o cumprimento de demandas antigas, especialmente na área da saúde.

Durante a solenidade de entrega, a deputada federal Gisela Simona (UNIÃO) chamou atenção para a gravidade da violência contra crianças no país. Segundo ela, dados apontam que, a cada nove horas, uma criança é vítima de abuso no Brasil. “É um cenário extremamente preocupante, que exige ações concretas e estruturadas. A criação de um espaço como o NAVVS é fundamental para garantir acolhimento, proteção e atendimento digno às vítimas”, destacou.

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A entrega da nova estrutura contou ainda com a presença de autoridades das esferas federal, estadual e municipal. Durante o evento, deputado estadual Júlio Campos (UNIÃO), também ressaltada a importância histórica da unidade, construída em terreno cedido em sua gestão quando era prefeito da cidade.

Com a implantação do NAVVS, o Município dá um passo importante no fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção e ao cuidado das vítimas de violência, reafirmando o compromisso com uma saúde mais humanizada, estruturada e eficiente.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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