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Prefeitura e comunidade católica inauguram Praça Nossa Senhora da Guia neste sábado (02)

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Várzea Grande se prepara para celebrar um momento significativo em sua história neste sábado, 2 de março, às 18h, com a inauguração da Praça Nossa Senhora da Guia. A iniciativa, fundamentada pela Lei Municipal 5109/2023, transformou a rotatória em frente ao Aeroporto de Várzea Grande em um ponto de referência que não apenas homenageia a padroeira da cidade, mas também se torna um cartão postal e um novo ponto turístico.

A localização estratégica da praça, na confluência em das três principais vias da cidade – João Ponce de Arruda, Avenida Presidente Artur Bernardes e Avenida Filinto Muller – a torna acessível e visível para moradores e visitantes, consolidando seu papel como um espaço emblemático para a comunidade.

A construção da praça, coordenada pelo Arquiteto Enodes Soares Ferreira, é fruto da colaboração entre a prefeitura, os festeiros e fiéis da comunidade católica local. Em 2023, a imagem de Nossa Senhora da Guia foi adquirida, dando início ao processo de urbanização que inclui bancos, iluminação cênica e em LED, e um chafariz representativo das águas por onde a primeira imagem da santa chegou à cidade.

O pedestal de granito, que sustenta a imagem da padroeira, é mais do que um suporte. Ele carrega em sua base os pontos cardeais e, na ponta da Rosa dos Ventos, a distância de 12 Santuários Marianos ao redor do mundo em relação à Várzea Grande, destacando a conexão global da devoção a Nossa Senhora da Guia.

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Um feito importante foi a declaração, por meio da Portaria 5051/2023, feita pelo prefeito Kalil Baracat, reconhecendo as comemorações da tradicional festa de Nossa Senhora da Guia como patrimônio cultural, histórico e imaterial. “Este ato ressalta a importância da criação deste espaço como um marco de referência turística, cultural e religiosa para o município”, disse o prefeito.

A imagem da santa, confeccionada pelo artista local Tchelo Santos, é uma expressão artística que se soma aos trabalhos anteriores do mesmo artista, incluindo os bustos de figuras ilustres de Várzea Grande, como Couto Magalhães e da professora Sarita Baracat.

A inauguração contará com a bênção do Arcebispo Metropolitano Dom Mário, conforme anunciado pelo Padre Kleber, Pároco da Igreja Matriz de Várzea Grande. O religioso destaca que a praça representa “a renovação da fé no caminho diário a Jesus” e ressalta que “quem passar pela praça verá que a cidade é zelada por uma mãe carinhosa”.

A história de Nossa Senhora da Guia, transmitida pelo Padre Kleber, revela a origem da devoção, remontando a 1867, quando um casal de portugueses, de volta ao seu país, deixou a imagem no local onde hoje está a igreja. A história narra a chegada da imagem até a região, transportada por barco até Mato Grosso do Sul e, em seguida, por burro até Várzea Grande, onde a santa escolheu permanecer :“Dizemos que ela escolheu permanecer poque o burrinho não conseguia mais carregar ela e quando era retirada o animal caminhava normal, quando colocada ele se abaixava como se a imagem estive pesada então o casal entendeu que a santa queria ficar aqui em Várzea Grande”.

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A inauguração da Praça Nossa Senhora da Guia promete ser um evento marcante, unindo passado, presente e futuro na celebração da devoção e história que moldaram Várzea Grande ao longo dos anos.

Serviço:

O QUÊ: Praça Nossa Senhora da Guia em Várzea Grande

DIA E HORA: Sábado, 02/03, 18h

LOCAL: rotatória em frente ao Aeroporto de Várzea Grande

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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