VÁRZEA GRANDE
Prefeitura de Várzea Grande valoriza cultura e turismo no ‘Dia do Lambadão’
VÁRZEA GRANDE
Evento reconheceu artistas, músicos, escritores, compositores e comunidades que mantêm viva a tradição desse ritmo que é único e que promovem sua difusão para além das fronteiras estaduais
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, reforçou seu compromisso com a valorização da cultura local durante a homenagem ao ‘Dia do Lambadão’, celebrado nesta quarta-feira (10), no Várzea Grande Shopping. A data, incluída no Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso, destaca a importância do ritmo que se consolidou como símbolo cultural do estado neste mês de setembro que também é o Mês do Turismo.
O evento, organizado pelo Instituto Digoreste, contou com a entrega de moções de aplauso pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União), e pelos vereadores por Cuiabá e Várzea Grande, Mário Nadaf (PV) e Samir Katumata (PL), reconhecendo artistas, músicos, escritores, compositores e comunidades que mantêm viva a tradição do Lambadão e promovem sua difusão para além das fronteiras estaduais.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mário Quidá Neto, iniciativas como esta representam um incentivo essencial à cultura local. “O apoio da Prefeitura vai além da infraestrutura: estamos promovendo espaços e oportunidades para que nossos artistas e produtores culturais possam se destacar também através do turismo, com o objetivo de gerar emprego, renda e fortalecendo a identidade de Várzea Grande. É um anseio da gestão da prefeita Flávia Moretti e do vice Tião da Zaeli que o setor do turismo seja impulsionado”, destacou.
Eduardo Botelho pontuou que para ele “é uma grande satisfação ver o Lambadão sendo reconhecido como patrimônio cultural de Mato Grosso. Com a Lei nº 12.660/24, de minha autoria, instituímos o Dia do Lambadão, celebrado em 10 de setembro, para valorizar nossos artistas e preservar essa tradição que nasceu nas periferias e hoje é símbolo da nossa cultura. Cada melodia e cada passo de dança representa a história e a memória do nosso povo, e esta homenagem reforça o protagonismo cultural do Mato Grosso”.
Segundo o presidente do Instituto Digoreste, Vlademir Reis, o reconhecimento institucional contribui para o crescimento do movimento cultural e amplia oportunidades para artistas locais.
Além de homenagens e apresentações artísticas, o evento reuniu autoridades e representantes da sociedade civil, reforçando a importância de políticas públicas que fomentem o desenvolvimento cultural e turístico da cidade.
QUEM RECEBEU A HOMENAGEM – Entre os homenageados, estiveram nomes que se destacam na cena cultural do Lambadão, como o cantor e compositor Milton Pereira de Pinho, conhecido como Guapo, que recentemente lançou um livro sobre a origem do ritmo. “É emocionante ver nosso Lambadão sendo reconhecido oficialmente. Mais do que música, é a história e a identidade sendo celebrada”, afirmou Guapo.
Também foram homenageadas as irmãs gêmeas Taine Alves e Tais Alves, de 28 anos, que dançam desde os 7 anos no grupo Lambadeiros de Elite. Elas destacaram que o Lambadão é, acima de tudo, uma forma de diversão e alívio do estresse. “Toda a nossa família dança, e para nós a dança é um hobby que traz alegria, mais do que uma fonte de renda”, explicaram.
Confira o nome de todos os homenageados: Adnilson Alan da Silva Rosa, Adrielly Arruda de Oliveira, Aenis S. Campos da Silva, Ancelmo de Souza Santos, Andréia Cristiane Viana Almeida, Antonio Ferreira Junior, Benedito Jorge Freitas de Oliveira, Carlos Alexandre Machado Pereira, Christian Wagner de Lima, Claudinei Marques da Conceição, Cleberson Gomes de Oliveira, Crislaine Michele Souza Leite, Daiana Emília da Silva, Douglas Silva de Paula, Edson Luiz Galdino Delgado Filho, Eduardo Farias Bispo, Eldo Pereira do Nascimento, Erasmo de Almeida Ponce, Erlon Silva Taques de Arruda, Fabricio Santos da Silva, Fernando de Albuquerque Nunes, Flávio Batista da Silva, Flavio Henrique Morais Ribeiro, Franciely da Silva Santos, Francisco Laurentino de Oliveira Araújo de Deus, Hercules R. S. Frazão, Hudson Fernandes Pinho da Conceição, João Victor Souza dos Santos, Johnny Carlos Queiroz Gomes, Joice Marques de Souza, Jorge Guilherme de Campos, José Alex Rodrigues Lira, Jovane Rondon Pedroso, Joyce Oliveira da Mata, Juciclei Trindade, Júlia Maria Rondon de Pinho, Julia Paes Santo, Junior Lima da Silva, Katia Karla Ramos Portes, Keitimarrone Ueslene dos Santos, Luanny Lunna Pereira Batista, Luiz Alberth da Silva Barros, Manoel Sena da Silva, Marcelo Augusto Rocha Nunes, Marcio José de Oliveira, Marcos Levi de Barros, Marcos Vinicio Maia Almeida, Marisnelia Roselaine Queiroz Jimenes, Maurício de Arruda Sila, Maximiano Bruno Ribeiro de França, Michelle Caroline dos Anjos Brandão, Milton Pereira de Pinho, Nilton Amorim de Carvalho, Nilza De Campos Bueno, Rafaella Luzia da Costa Gonçalves Neto, Rayanna Karen da Costa Santos, Robson Brasil, Robson Jesus dos Santos de Oliveira, Rogerio Garcia Rodrigues, Ronaldo de Oliveira Barros, Rubson Aparecido Fernandes, Samara Silva de Deus Laurentino de Oliveira, Taciane Mielle da Costa, Tarcisio Santos da Silva, Thaís Alves Sampaio de Arruda, Thayne Alves Sampaio de Arruda, Thyago Menino de Souza Moreno, Ugueney Pereira Lima, Vicente Rodrigo Ferreira de Souza e Vlademir Oliveira dos Reis.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásVárzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade
-
CUIABÁ6 dias atrásCapacitação fortalece atuação das equipes das UPAs e Policlínica de Cuiabá
-
CUIABÁ6 dias atrásLimpurb realiza quase 32 mil intervenções na iluminação pública de Cuiabá no primeiro semestre de 2026
-
POLÍTICA MT6 dias atrásEscola do Legislativo abre matrículas para cursos gratuitos do segundo semestre
-
CUIABÁ6 dias atrásSaúde Mental de Cuiabá registra quase 30 mil atendimentos e fortalece estrutura dos CAPS
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeitura promove últimas etapas de capacitação para vigilantes patrimoniais
-
CUIABÁ5 dias atrásMato Grosso AgroFestival apresenta programação completa em lançamento oficial nesta segunda
-
CUIABÁ5 dias atrásParque das Águas recebe sistema de monitoramento com 34 câmeras integradas ao Vigia Mais

