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Prefeitura de Várzea Grande lança obra da sede própria do CAPS AD III

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), lançou, na tarde de ontem (28), a obra da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Porte III (CAPS AD III), em Várzea Grande. A cerimônia foi realizada no próprio canteiro de obras, onde os trabalhos já foram iniciados com a execução das etapas de fundação e estruturação das sapatas do prédio.

O novo espaço será referência no atendimento em saúde psicossocial, oferecendo acolhimento humanizado e estrutura adequada para pacientes que necessitam de acompanhamento relacionado ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

A obra entra para as conquistas na área da saúde da atual gestão, pois é a primeira vez que o CAPS AD terá uma sede própria e totalmente voltada ao atendimento de quem mais precisa.
Além do ineditismo da sede própria, o projeto implanta no Sistema Único de Saúde – SUS várzea-grandense – o atendimento 24 horas, sete vezes por semana, com equipe multiprofissional para atendimentos por livre demanda. Ou seja, a saúde municipal terá mais unidade de portas abertas.

Durante o lançamento, o superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Pedro Henrique Santos, destacou o trabalho desenvolvido pela prefeita Flávia Moretti na construção de uma relação institucional junto ao governo federal e ao Ministério da Saúde, buscando investimentos e políticas públicas voltadas ao melhor atendimento da população várzea-grandense.

“É um reconhecimento à postura da prefeita Flávia Moretti nas tratativas junto ao governo federal, sempre pensando única e exclusivamente na população de Várzea Grande. Esse diálogo com o Ministério da Saúde e os governos federal e estadual demonstra compromisso em trazer políticas públicas que realmente cheguem na ponta, garantindo atendimento de qualidade para a população”, destacou.

Já a prefeita Flávia Moretti comemorou mais uma entrega da gestão e reforçou o compromisso com o fortalecimento da saúde pública municipal.

“Para fazer acontecer, não precisamos esperar, precisamos agir. Temos uma equipe boa, comprometida e desembaraçada. Missão dada é missão cumprida. Parabéns à equipe da Saúde, aos profissionais que trabalham diariamente para transformar a realidade da nossa população”, afirmou.

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A prefeita ainda destacou que as entregas realizadas pela administração municipal são fruto de muito planejamento, trabalho técnico e articulação política em busca de recursos. “Cada obra lançada representa muito esforço, elaboração de projetos, análise técnica e cumprimento da legislação. Mas o mais importante é mostrar para Várzea Grande que nós não desistimos. Seguimos trabalhando todos os dias pelo povo várzea-grandense.”, declarou.

O superintendente de Obras da Secretaria Municipal de Saúde, Michael Alves, também enfatizou a importância da estrutura para fortalecer a assistência em saúde mental no Município.
“A saúde psicossocial é uma preocupação permanente da gestão. Sabendo dessa necessidade, buscamos contribuir por meio da infraestrutura da saúde e da captação de recursos junto ao Ministério da Saúde. Esse recurso do CAPS foi articulado no ano passado e agora estamos concretizando esse avanço para a população. Além do CAPS AD III, também temos em andamento a construção do CER II, atrás da UPA Ipase”, explicou.

A NOVA SEDE – O CAPS AD III será implantado no bairro Frutal de Minas, nas proximidades do Cartório do Capão Grande, a cerca de um quilômetro do Pronto-Socorro Municipal, em uma área considerada estratégica para ampliar o acesso da população aos serviços especializados.

Com aproximadamente 635 metros quadrados de área construída, a unidade funcionará 24 horas por dia e contará com estrutura totalmente adaptada às necessidades do atendimento em saúde mental. A previsão é de que a obra seja concluída em até 10 meses.

A nova unidade será um importante avanço na ampliação da rede de atenção psicossocial do município, garantindo acolhimento, tratamento especializado e dignidade aos pacientes e familiares atendidos pelo serviço.

Participaram da solenidade representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, vereadores, lideranças municipais, além do representante da empreiteira responsável pela execução da obra.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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