VÁRZEA GRANDE
Prefeitura de Várzea Grande já alcançou 78% das metas estabelecidas, aponta relatório prévio
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Staff municipal está aferindo a evolução do trabalho realizado ao longo de 2023 considerando objetivos atingidos, oportunidades e desafios à melhoria da eficiência na prestação de serviços e à elaboração de políticas de governo
Gestores e equipes gerenciais da Prefeitura de Várzea Grande participaram da reunião presencial, realizada pela Secretaria Municipal de Planejamento e conduzida pela consultora e professora Lucia Auozani (UFMT), para cumprimento da etapa final do 12º ciclo de avaliação e monitoramento do Gerenciamento do Plano Estratégico (GPE).
Em 2022, Várzea Grande superou mais uma vez a média estadual em relação às metas e diretrizes estabelecidas dentro GPE. Das 60 metas instituídas, 49 delas foram 100% cumpridas, ou seja, atingindo um índice de conformidade acima de 81%. Para 2023, cujo fechamento será apresentado ainda em fevereiro de 2024, já a prévia aponta para um índice próximo de 78%.
Como frisou o secretário de Planejamento, João Carlos Cardoso, “a reunião serviu para dimensionar a evolução do planejamento estratégico da nossa cidade e prospectar planos de ação que serão necessárias para condução do GPE em 2024. Destacou ainda que já estamos nos mobilizando para duplicação das metas para o ano de 2024, com apresentação de novas propostas e projeções para o próximo exercício”.
Várzea Grande aderiu ao Programa GPE em 2015 e, ano a ano, está evoluindo nessa condução, através do plano de negócios focado na geração de valores à sociedade. Mas para chegarmos a esse fim temos de entender o contexto, seja ele conjuntural ou estruturante, considerando oportunidades, desafios e até mesmo, avaliando nossas fraquezas. Dessa forma, avançamos a cada ano no alinhamento estratégico com novas metas a serem superadas.
A reunião possibilitou o fechamento dos resultados de 2023, como pontua a coordenadora do Programa GPE, Jackeline Brandão. “Temos prazos para serem cumpridos diante do TCE e por isso tanto as reuniões do último dia 23/11, bem como a do dia 15/12, foram oportunidades ímpares para que todos os profissionais envolvidos pudessem refletir os resultados atingidos, avaliando os pontos positivos, as metas alcançadas e a produção de diagnóstico das metas não alcançadas para que, no ano de 2024, sejam reinseridas no planejamento de cada Pasta.
Durante o encontro, Ismael Alves da Silva, secretário de Governo, disse que é determinação do prefeito Kalil Baracat, acompanhar os trabalhos realizados pelos Órgãos da Administração, afim de verificar se os indicadores planejados no GPE estão sendo cumpridos dentro dos prazos e diretrizes, os quais ganharão amplitude na gestão especialmente para a sociedade várzea-grandense”.
A consultora e professora Lúcia Auozani (UFMT), reforçou que todo trabalho que vem sendo desenvolvido com êxito no Município contribui no fortalecimento das políticas públicas desenvolvidas pela gestão do prefeito Kalil, pois “A essência do Programa GPE é internalizar dentro da Administração Pública a cultura do planejamento estratégico com foco em resultados”.
ÚLTIMO RELATÓRIO –. Em março de 2024, um novo relatório final, referente ao exercício 2023, será apresentado. “As metas não cumpridas e ou com apontamentos de não-conformidade, retornarão ao planejamento individual de cada secretária para ser atingida no ano seguinte”, explicou Cardoso.
Por ser um dos primeiros municípios de Mato Grosso a aderir ao GPE, o plano estratégico de Várzea Grande está em um nível maior de maturidade, ampliando a competência da Prefeitura na gestão de seus processos organizacionais.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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