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Prefeitura anuncia projeto Bolsa Atleta para apoiar competidores de Várzea Grande

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O projeto, encaminhado à Câmara Municipal, propõe R$ 600 em ajuda de custo mensal aos medalhistas

Após serem recepcionados pela prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), na semana passada, uma comissão formada por atletas campeões dos Jogos Estudantis e Escolares, foi recebida pelo secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Cleiton Santana, ontem (16). Na ocasião, foi anunciada a criação do Bolsa Atleta, mais uma promessa de campanha sendo cumprida pela atual gestão.

O Bolsa Atleta proposto pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, seria de uma ajuda de custo mensal para os atletas, tanto das modalidades individuais como também para os atletas competidores das modalidades coletivas.

O secretário Cleiton destacou também a aquisição de um micro-ônibus, que já está à disposição para o transporte das equipes em competições que forem realizadas em outros municípios. “Esse apoio que pretendemos dar a todos vocês é para que vocês possam buscar resultados cada vez melhores, e assim, se dedicarem ao esporte” afirmou.

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De acordo com o superintendente de Esporte e Lazer, Héliton Gomes, no projeto do Bolsa Atleta/Bolsa Paratleta e Bolsa Técnica, encaminhado à Câmara Municipal, o valor inicial da ajuda de custo prevista para os atletas de Várzea Grande é maior do que é pago pelo governo do Estado. “O valor pago pelo Estado é de R$ 200, enquanto que a nossa proposta é de R$ 600. Esta é uma das propostas que está no plano de governo da prefeita Flávia Moretti e que também está dentro do nosso Plano Municipal de Esporte” explicou o superintendente.

VISITA – Os campeões, acompanhados por técnicos e familiares, apresentaram ao secretário, os troféus e as medalhas conquistados no campeonato disputado no município de Araputanga (329 quilômetros de Várzea Grande).

O secretário Cleiton parabenizou individualmente todos os atletas presentes e falou da satisfação de recebê-los na Secretaria. Com formação acadêmica na área da Educação Física, o secretário relembrou as competições esportivas que participou e as dificuldades enfrentadas na busca de apoio para quem deseja seguir no esporte.

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“Quando fui atleta, eu não tive apoio nenhum, mas agora como secretário, estamos trabalhando para instituir o Bolsa Atleta, que terá como objetivo o apoio para todos que atingirem os índices estaduais, nacionais ou internacionais possam ter essa ajuda para bem representar o Município em competições” anunciou.

Participaram da reunião, atletas do Futsal feminino, categoria B e A, campeã regional, Basquete masculino B e A, Futsal masculino B do SESI, a equipe de atletismo municipal, a tricampeã estadual de Tênis, Agnes Loiola e o tricampeão estadual nas modalidades de salto à distância e corrida, Isaac Gomes Garcia.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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