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Prefeitura age rápido após vendaval que destelhou escola e 100 residências

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Desde a noite do ocorrido, a Prefeitura de Várzea Grande colocou em prática uma força-tarefa envolvendo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana e Secretaria de Assistência Social, para prestar socorro imediato às famílias afetadas

Um forte vendaval atingiu Várzea Grande na tarde de quinta-feira (25), causando estragos em diversos bairros, como destelhamento de casas, queda de árvores e postes, além de prejuízos em unidades de ensino. De acordo com a Defesa Civil Municipal, cerca de 100 residências foram atingidas e a Escola Estadual Honório Rodrigues Amorim, localizada na Cohab Celestino Henrique, teve parte do telhado arrancado, sendo interditada após vistoria.

Desde a noite do ocorrido, a Prefeitura de Várzea Grande colocou em prática uma força-tarefa envolvendo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana e Secretaria de Assistência Social, para prestar socorro imediato às famílias afetadas, realizar levantamentos de danos, desobstruir vias e garantir segurança aos moradores.

A prefeita Flávia Moretti (PL) acompanhou pessoalmente a situação e destacou o dever do poder público em momentos como este. “O nosso dever, como gestão, é estar ao lado da população em situações de dificuldade. Mobilizamos todas as secretarias necessárias e estamos prestando o apoio imediato às famílias atingidas. Vamos trabalhar para que ninguém fique desamparado”, afirmou.

A secretária de Assistência Social, Cristina Saito, ressaltou que a prioridade é identificar as perdas das famílias e garantir o atendimento adequado. “As chuvas causaram muitos estragos no Município. Estamos levantando a realidade dessas famílias, quais foram as perdas e quais situações enfrentam, para que possamos definir de que forma a Prefeitura vai apoiá-las”, explicou.

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NA TARDE DE ONTEM – Moradores e gestores escolares viveram momentos de desespero durante o vendaval na tarde de ontem. A diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) ‘Professora Lúcia Helena de Campos’, Nelma de Oliveira Neres, relatou que a equipe precisou agir rapidamente para proteger as crianças. “Foi desesperador, nunca tínhamos passado por algo assim. Tivemos que correr, esconder as crianças debaixo das mesas, porque as telhas da vizinhança vieram voando. Graças a Deus, ninguém se feriu. A visita da prefeita nos trouxe alento e a certeza de que tudo será resolvido para recebermos os alunos novamente na próxima semana.”

A população também reconheceu a presença da gestão municipal no momento de crise. O presidente do bairro Residencial Pedro Celestino, Jeferson Panason, afirmou que a prefeita não mediu esforços. “Na mesma noite já estava conosco, acompanhando os moradores, acionando a Defesa Civil, Serviços Públicos e Assistência Social para desobstruir as vias e ajudar as famílias. Só temos a agradecer a Deus e à gestão municipal pelo pronto atendimento.” Já a moradora Lucila Maria de Jesus, do bairro Celestino Henrique, destacou que foi acolhida pessoalmente. “A prefeita veio à minha casa, anotou nossas perdas e nos deu a certeza de que seremos auxiliados. Isso nos conforta nesse momento difícil.”

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As ações de limpeza e reorganização também foram reforçadas pela Secretaria de Serviços Públicos. De acordo com Plácido Neto, Assessor Especial da Secretaria, as equipes foram mobilizadas imediatamente. “Estivemos aqui logo após o vendaval. O secretário Lucas Ductievicz determinou que toda a equipe de Serviços Públicos, com equipamentos e pessoal, estivesse em campo para auxiliar a população. Estamos fazendo a retirada de entulhos, galhos e tudo o que for necessário. O prefeito Flavia Moretti também esteve presente e garantiu que o que for preciso será feito. Sabemos que não será fácil, mas vamos trabalhar para que a cidade volte ao normal o quanto antes”, afirmou.

Os principais bairros atingidos, segundo a Defesa Civil, foram Residencial Júlio Domingos de Campos, Nova Esperança, Jardim Glória, Santa Isabel, Mapim, Jardim dos Estados e Celestino Henrique. As equipes da Prefeitura continuam nesta sexta-feira (26) atuando na retirada de entulhos e árvores caídas, reparos emergenciais e no levantamento de necessidades das famílias.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros seguem orientando os moradores sobre medidas de segurança, enquanto a Assistência Social mapeia as ocorrências para garantir apoio contínuo. “Todos estamos trabalhando de forma conjunta para prestar o melhor atendimento. A prioridade é proteger as pessoas, auxiliar os moradores e garantir a segurança da cidade”, reforçou, o coordenador da Defesa Civil de Várzea Grande, Jovanil Flores da Silva.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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