VÁRZEA GRANDE
Prefeitura acompanha conciliações na Justiça do Trabalho para garantir pagamento a ex-funcionários da Locar
VÁRZEA GRANDE
Novas audiências estão sendo realizadas nesta segunda e terça-feira, 16 e 17 de março, no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (CEJUSC) de Cuiabá, na Sala Vila Bela, entre 8h e 10h da manhã
A Prefeitura de Várzea Grande acompanha e colabora com as audiências de conciliação realizadas pela Justiça do Trabalho da 23ª Região para garantir o pagamento das verbas rescisórias aos trabalhadores que atuavam na limpeza urbana do Município por meio da empresa Locar Saneamento Ambiental Ltda.
Novas audiências estão sendo realizadas nesta segunda e terça-feira, 16 e 17 de março, no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (CEJUSC) de Cuiabá, na Sala Vila Bela, entre 8h e 10h da manhã.
As negociações fazem parte de um processo de conciliação entre a empresa, os sindicatos que representam as categorias profissionais, e o município, com o objetivo de assegurar uma solução organizada e transparente para o pagamento dos direitos trabalhistas após o encerramento do contrato de prestação de serviços de limpeza urbana em Várzea Grande.
Durante audiência realizada no dia 11 de março, ficou definido que os trabalhadores que tiveram seus contratos encerrados poderão aderir a acordos individuais para receber as verbas rescisórias, que incluem saldo de salário, aviso prévio, férias vencidas e proporcionais acrescidas do terço constitucional, 13º salário proporcional, depósitos de FGTS e multa de 40%. O acordo também prevê uma parcela adicional de caráter indenizatório, cujo valor varia conforme o tempo de contrato.
Pelo acordo homologado pela Justiça do Trabalho, a Prefeitura de Várzea Grande se comprometeu a colaborar com a solução realizando os pagamentos diretamente aos trabalhadores, utilizando valores que a empresa Locar possui a receber do município. O montante destinado para essa finalidade pode chegar a aproximadamente R$ 6,1 milhões, que serão pagos em parcelas conforme cronograma definido judicialmente.
Além do pagamento das verbas rescisórias, a empresa assumiu o compromisso de fornecer cestas básicas como forma de apoio social. Trabalhadores que não foram recontratados receberão uma cesta básica por mês durante três meses consecutivos, enquanto aqueles que conseguiram nova contratação receberão uma unidade.
Desde o início das tratativas, a Prefeitura de Várzea Grande tem participado das negociações para assegurar que os trabalhadores não sejam prejudicados e que a transição após o término do contrato ocorra de forma responsável e transparente.
O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, destacou o papel do município nas tratativas.
“Desde o encerramento do contrato, a Prefeitura tem atuado de forma responsável para ajudar a garantir que os trabalhadores recebam seus direitos. Estamos colaborando com a Justiça do Trabalho, com os sindicatos e com a empresa para construir uma solução que traga segurança aos profissionais que prestaram serviços importantes à cidade. Nosso compromisso é sempre buscar caminhos que minimizem impactos sociais e assegurem respeito aos trabalhadores.”
Galeria de Fotos (4 fotos)
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásVárzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade
-
CUIABÁ6 dias atrásCapacitação fortalece atuação das equipes das UPAs e Policlínica de Cuiabá
-
CUIABÁ6 dias atrásLimpurb realiza quase 32 mil intervenções na iluminação pública de Cuiabá no primeiro semestre de 2026
-
POLÍTICA MT6 dias atrásEscola do Legislativo abre matrículas para cursos gratuitos do segundo semestre
-
CUIABÁ7 dias atrásSaúde Mental de Cuiabá registra quase 30 mil atendimentos e fortalece estrutura dos CAPS
-
CUIABÁ7 dias atrásPrefeitura promove últimas etapas de capacitação para vigilantes patrimoniais
-
CUIABÁ6 dias atrásMato Grosso AgroFestival apresenta programação completa em lançamento oficial nesta segunda
-
CUIABÁ6 dias atrásParque das Águas recebe sistema de monitoramento com 34 câmeras integradas ao Vigia Mais

