VÁRZEA GRANDE
Prefeito Kalil Baracat assina termo de compromisso pelo fim da violência contra a mulher
VÁRZEA GRANDE
O município de Várzea Grande dá um passo à frente nas atuações de combate a violência doméstica e familiar. O prefeito Kalil Baracat assinou nesta manhã (06), o termo de compromisso pela adesão à campanha Laço Branco – homens pelo fim da violência contra a mulher – reafirmando a dedicação no apoio de ações e programas que visam a justiça social e a proteção da mulher nos mais diferentes âmbitos, reforçando as ações multidisciplinares da gestão municipal para este propósito.
“O objetivo desse movimento é sensibilizar, envolver e mobilizar os homens em ações pelo fim de toda a forma de violência contra a mulher, atuando em consonância com as ações dos movimentos de mulheres e outros movimentos organizados, em prol da equidade de gênero e justiça social. É importante que o poder público promova e incentive o combate a violência contra a mulher, e que garanta às que sofreram agressões segurança e condições de levaram a vida de forma digna e humana”, destacou o prefeito Kalil Baracat.
Conforme o gestor, Várzea Grande vem atuando de forma incisiva em projetos e ações no combate a violência contra a mulher, a exemplo da Patrulha Maria da Penha, da assistência às mulheres vítimas de violência no Centro de Referência de Assistência Social, em programas de geração de emprego e renda e no fortalecimento de ações que incentiva o empoderamento da mulher. “Temos trabalhado muito e vamos avançar ainda mais, participando de forma atuante nesta luta que é de todos nós. Que a mulher esteja onde ela quiser estar, porque eu mesmo tenho como exemplo a minha avó Sarita Baracat que um dia foi injustiçada por querer defender mulheres vítimas de violência. E ela então se filiou a um partido político e começou a sua trajetória, se tornando a primeira prefeita de Várzea Grande. E eu tenho muito orgulho dessa história de vida de vida de minha avó que sempre motivou outras mulheres”.
A primeira-dama, promotora de Justiça Kika Dorilêo Baracat, reforça que o Laço Branco é um movimento nacional de ativismo contra a violência a mulheres e meninas. “Esse movimento acontece em Mato Grosso e em Várzea Grande, e hoje é o dia nacional do homem pela luta contra a violência. Eu fico muito feliz e muito grata de ver a prefeitura de Várzea Grande, na gestão de Kalil Baracat, firmado esse compromisso de aderir a essa campanha, e proclamando todos os seus secretários para que participem desse movimento, se posicionando firmemente contra qualquer tipo de violência, contra mulheres e meninas”.
A representante do Movimento Conecta 21, Maysa Leão disse que o município de Várzea Grande é um exemplo de tantos atos e ações contra a violência doméstica e familiar, e que hoje dá mais um passo neste movimento que prima pela segurança de mulheres e meninas. ”A violência é algo estrutural na nossa sociedade e faz parte do nosso cotidiano. A mulher quando sai de casa, pensa em que rua ela vai passar e como ela vai fazer para voltar para casa depois de um dia inteiro de trabalho, que roupa vai usar, como vai se comportar e como vai se precaver porque o perigo pode ser estar ao seu lado. E a violência doméstica é ainda pior porque ela acontece, principalmente, por aquele que ela escolheu para amar e viver ao seu lado”.
A secretária adjunta de Assistência Social, Daniela Barone disse que a secretaria tem atuado firmemente na Rede de Proteção e de combate contra a violência doméstica e familiar e que é um orgulho, mais uma vez, ser sede de um movimento que tem como elo principal a vida. “Nós que sempre conclamamos a presença de mulheres, hoje fizemos o chamamento aos homens para estar junto a nós nesta causa. Estamos felizes em ver que todos os secretários e servidores das mais diferentes pastas aderiram a esse movimento, que tem como representante maior o nosso prefeito Kalil Baracat. Juntos podemos, se não erradicar, diminuir e muito a violência contra a mulher”.
O vereador Bruno Rios disse que é oportuno e essencial que os homens – em movimentos de combate a violência contra a mulher – tenham voz e que sejam ouvidos na defesa de mulheres. “E esse movimento Laço Branco tem essa finalidade, não só de aderirmos a causa, mas de militar em prol das mulheres e contra qualquer tipo de violência cometida sobre elas. A Câmara Municipal de Várzea Grande é a que mais legisla no Estado em causas a favor da mulher e contra a violência doméstica e familiar. São vários os projetos de leis que oferecem apoio às mulheres, dentre elas a de pedir para que o motorista do transporte coletivo, pare onde ela quiser, e as mulheres vítimas de violência tem o direito de serem contratadas nas empresas, para que elas possam ter o sustento próprio e de seus filhos, e para que saiam da dependência econômica do marido. E a maioria desses projetos foram elaborados por homens”, declarou.
Ele disse ainda que Várzea Grande tem aplicado políticas públicas na execução de serviços de assistência às mulheres e meninas e no fortalecimento da Rede de Proteção existente no município “E a Câmara Municipal é também uma parceira dessas ações e que junto com o prefeito Kalil Baracat aderem ao movimento Laço Branco”.
Já o presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, Rodrigo Araújo, enalteceu o movimento, parabenizando a iniciativa da Secretaria de Assistência Social, na condução desse importante evento. “Mais uma vez a titular da pasta Ana Cristina Vieira, demonstra a sua preocupação com essa bandeira, que deveria ser uma preocupação de todos nós. Infelizmente, ainda temos números que nos envergonham em relação a violência contra a mulher, mas temos também ações efetivas que atuam na defesa e contra qualquer tipo de violência praticadas contra mulheres e meninas. Temos que parabenizar por todos os projetos e iniciativas que a Prefeitura Municipal tem feito em favor das mulheres, e a OAB está de portas abertas, e se junta a esse movimento em favor da vida”.
LAÇO BRANCO: No dia 06 de dezembro de 1989, um homem de 25 anos (Marc Lepine) entrou armado na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá. Em uma sala de aula, ele ordenou que os homens (aproximadamente 50) se retirassem. Assassinou 14 mulheres e depois se matou. Com ele, foi encontrada uma carta que continha uma lista com nomes de 19 feministas canadenses que ele também desejava matar e na qual ele explicitava a motivação de suas ações, em suas palavras: mandar de volta ao Pai as feministas que arruinaram a sua vida.
A partir dessa data desencadeou-se uma série de discussões e debates acerca da violência contra a mulher. Como uma forma de mostrar que há homens que não compactuam com a violência contra a mulher, um grupo de homens canadenses criou a Campanha e definiu o laço branco como símbolo da não violência contra a mulher.
No Brasil, essa Campanha teve início em 1999. Para reforçar a Campanha no Brasil foi criada a Lei 11.489/07, tendo o dia 06 de dezembro como marco e fazendo parte dos 16 Dias de Ativismo. Este movimento concentra várias datas que fazem menção a luta pela igualdade de gênero e o fim da violência contra a mulher.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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