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Prefeito empossa novos Agentes Comunitários e eleva cobertura no atendimento da Saúde das Famílias

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A meta para ainda este ano é atingir 100% de cobertura para toda a população de Várzea Grande. Programa Saúde da Família é responsável pela resolução de mais de 92% dos casos quando existe o acompanhamento dos pacientes pelos Agentes Comunitários de Saúde.

O Prefeito Várzea Grande, Kalil Baracat deu posse a novos 42 Agentes Comunitários de Saúde (ACS), aprovados em Processo Seletivo Público. Os novos agentes assumem os seus respectivos postos de trabalho imediatamente, e irão atuar na região onde moram.

“Mais do que novos servidores, os Agentes Comunitários de Saúde, são aqueles que acompanham as pessoas que tem um histórico da saúde dos mesmos e isto ajuda não apenas em eventuais diagnósticos de doenças, bem como em garantir uma vida mais saudável, com hábitos que assegurem uma melhor qualidade no seu dia a dia”, disse Kalil Baracat frisando que é cientificamente comprovado que pessoas que hábitos alimentares e de vida saudável asseguram menos doenças e prologam a vida das pessoas e garantem uma economia para a saúde como sistema, seja ela pública ou privada.

Segundo Kalil Baracat, o município estabeleceu um piso salarial para os Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, por uma carga horária de 40h semanais, cabendo à União arcar com a remuneração, devido à adesão sobre o Programa que o município estabeleceu junto ao Ministério da Saúde e que dependendo dos resultados a serem alcançados colocarão Várzea Grande em uma situação de destaque nacional.

Para ele, a importância dos agentes de saúde está na convivência direta com a comunidade da área delimitada a sua atuação, porque eles sabem das reais necessidades da população e trabalham a prevenção e a promoção da saúde o tempo todo, por meio de ações educativas, em conformidade com os princípios e diretrizes do SUS.

“A estabilidade desses profissionais é muito importante, uma vez que suas ações no território municipal contribuem no planejamento das ações da gestão municipal, principalmente na área da Saúde. “A medida contribui para que não haja mais aquela rotatividade que não é benéfica, uma vez que, o município investe na capacitação e treinamentos dos agentes, sem contar que os vínculos, conhecimentos e particularidade desenvolvidos com as famílias no decorrer do trabalho são perdidos com a mudanças de agentes, demandando todo um processo de conhecimento e adaptação com chegada de um novo agente à comunidade. Hoje eles estão assegurados, para exercerem suas funções, sem interrupção”, salientou o prefeito.

Kalil Baracat ainda comemorou sobre a cobertura deste serviço ofertado à população de Várzea Grande. Ele explica que com estes novos agentes a cobertura já supera 65% e com a previsão de contratar mais agentes, até o final do ano vamos ter uma cobertura de 100% com o serviço de Saúde Preventiva, por Agentes Comunitários de Saúde.

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“Vale ressaltar que o agente comunitário de saúde (ACS) é o profissional responsável por realizar visitas domiciliares, ouvir os relatos da comunidade, identificar os problemas e agravos de saúde e informar a demanda da população à equipe do programa Estratégia de Saúde da Família. São vocês que farão o diagnóstico da Saúde da população no bairro onde moram. Por isso, cada um de vocês vai atuar no bairro, onde possuem residência fixa, e o vínculo com a população será fundamental, o que ajudará em muito, na saúde preventiva de cada um”, disse ele.

No ato da posse o prefeito também fez um resumo das ações de sua gestão na área da Saúde, citando o período da Pandemia da Covid-19, em que o município até recebeu prêmio por boa atuação na campanha de vacinação e nas ações que foram desencadeadas e necessárias nesta época difícil, quando o vírus surgiu, e que também era desconhecido, pela comunidade científica, até a chegada da vacina, além de anunciar a construção de um Hospital Maternidade em Várzea Grande.

A secretária municipal de Saúde, Maria das Graças Metelo, fez questão de pontuar sobre a capacitação que está ocorrendo, para todos os Agentes Comunitários de Saúde como forma de interação e no aumento do conhecimento na área de atuação.

“O principal avanço do está no aprimoramento da Atenção Primária como porta de entrada do SUS, além disso, está possibilitando adotarmos práticas de monitoramento e avaliação de metas, ações estas, importantes para assegurar a melhoria da saúde da população. O SUS municipal adotou o Projeto Administrativo e Financeiro aprovado pelo Ministério da Saúde para implantar a Cobertura de 100% do território municipal pela Atenção Primária à Saúde, ou seja, o novo formato de Gestão da Atenção Primária à Saúde, garante melhor acesso, cuidado, maior número de profissionais (médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde), e melhor utilização dos recursos públicos”, disse ela.

O prefeito lembrou que Várzea Grande está sendo avaliada e avalizada por técnicos do Ministério da Saúde como exemplo de sucesso, pois estamos ampliando o número de profissionais da área e reduzindo o número de pessoas atendidas por cada grupo de profissionais de saúde.

“Temos mais profissionais de saúde atendendo só que em maiores números de equipes, ou seja, quanto mais equipes e maior cobertura, menor o número de pacientes ou pessoas, atendidas e acompanhadas por equipes, o que possibilidade aos médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários atender melhor ao seu grupo. Antes um grupo profissional de saúde era responsável por acompanhar mais de 4 mil pessoas, agora estamos baixando para pouco mais de 2 mil pessoas, ou seja, reduzimos o volume de pessoas atendidas por estamos implementando mais grupos profissionais de saúde o que vai representar melhor atendimento, melhor acompanhamento e mais resultados positivos, que para nós, se resume em pessoas menos doentes e menos dependentes de atendimentos médicos e odontológicos, já que estão sendo constantemente atendidos e acompanhados”, frisou Kalil Baracat.

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Kits de Segurança no Trabalho – No ato da posse também foram entregues materiais necessários para a proteção dos agentes comunitários de saúde (ACS).
Cada KIT possui camisa de manga comprida, um boné com proteção para a nuca, protetor solar, uma bolsa de trabalho para identificação e anotações
“Estes equipamentos devem ser utilizados durante a execução dos trabalhos, já que os Agentes Comunitários de Saúde trabalham in loco, visitando as casas para levar informação sobre prevenção e cuidados com a saúde. Devido ao fato de os agentes estarem constantemente expostos às adversidades do tempo, como sol e chuva, foi priorizado a entrega desse material de proteção também para que executem suas atividades sempre protegidos e uniformizados para garantir mais segurança para eles e para a população que vai receber estes agentes”, complementou a secretária interina de Saúde Maria das Graças.

A Agente Comunitária de Saúde, Marilza Sebastiana Morais, atua nesta área há 14 anos, conta que esta iniciativa da prefeitura é muito importante para os trabalhadores. “Tanto a capacitação como a posse de novos colegas de trabalho, se torna um fator diferente para a nossa área de atuação neste novo modelo integrado com as Equipes de Estratégia de Saúde da Família. Eu amo o que faço, porque levo a informação às pessoas e ainda sou ouvinte quando a pessoa precisa conversar, além de remeter os relatórios das necessidades de cada morador na área da Saúde. Vamos atuar com mais qualidade e conhecimentos”, comentou Marilza.

Já Felipe Marques Moraes, de 31 anos, morador do bairro São Mateus, disse que fez o Processo Seletivo e passou, o que para ele foi uma grande conquista “Já atuo na área de Saúde como Técnico em Radiologia, mas agora atuar no bairro onde moro e cuidar dos meus amigos, desta comunidade e de toda esta população moradora desta região, vai ser uma honra, e o melhor, vou trabalhar de forma estável, sem me preocupar. O foco agora é a Saúde preventiva da comunidade do São Matheus”, disse ele.

Jéssica Cristina de Mello, é moradora do Bairro Santa Isabel, e conta que fez o seletivo, após 8 anos afastada de qualquer emprego, para cuidar dos filhos que nasceram neste período. “Nem acreditei que passei, volto ao trabalho depois de tanto tempo, e agora para cuidar da saúde da população do Santa Isabel, onde moro. Uma satisfação enorme”, disse ela.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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