VÁRZEA GRANDE
Prefeita Flávia Moretti participa do 2º Encontro Mato-grossense de Municípios
VÁRZEA GRANDE
O evento reuniu lideranças políticas com um objetivo claro: melhorar a gestão pública com foco em resultados concretos para a população
Em um momento em que o Brasil cobra mais eficiência do poder público, a prefeita Flávia Moretti (PL) marcou presença no 2º Encontro Mato-grossense de Municípios, realizado pela Associação Mato-grossense dos Municípios, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Ministério Público e Sebrae. O evento reuniu lideranças políticas com um objetivo claro: melhorar a gestão pública com foco em resultados concretos para a população — “algo que há muito tempo falta em diversas administrações pelo país”, pontuou o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo.
Com um discurso direto e alinhado a uma visão mais pragmática e eficiente da gestão pública, Moretti destacou a importância da cooperação entre os entes públicos e da troca de experiências entre gestores.
“A troca de experiência entre prefeitos e gestores públicos é de extrema importância para que possamos conduzir a gestão pública da forma correta”, afirmou.
A prefeita também ressaltou a integração entre instituições como um dos pontos fortes do encontro. “É fundamental essa consolidação entre os entes, com a AMM, o Tribunal de Contas, o governo e a Assembleia, todos juntos fazendo com que esse evento aconteça e fortalecendo o serviço público”, pontuou.
Moretti reforçou ainda que o momento é de mudança nos municípios. “Vivemos um momento de virada, de mudança de gestão em todos os setores. Todas as pautas discutidas aqui, como infraestrutura, transparência e educação, são de extrema importância para aprimorar a gestão e melhorar a vida da população”, disse.
DESAFIOS – Ao TCE-MT, a prefeita da segunda maior cidade de Mato Grosso, gravou depoimento sobre os desafios enfrentados na gestão. Sem fugir dos problemas, Flávia Moretti apontou o maior desafio de Várzea Grande: o sistema de abastecimento de água. Segundo ela, o Município enfrenta uma rede deteriorada, com vazamentos generalizados que comprometem o fornecimento à população.
A prefeita foi categórica ao descrever a situação como uma “peneira”, escancarando anos de descaso e má gestão. Em vez de buscar justificativas, apresentou ações práticas para conter os vazamentos e reestruturar o sistema — postura que reforça o compromisso com soluções, não narrativas.
PRIVATIZAÇÃO – Em um dos pontos mais contundentes, Moretti defendeu abertamente a concessão privada do saneamento básico como saída para o município. Informou que o processo de modelagem já está em andamento e que a expectativa é iniciar ainda este ano o leilão para concessão do serviço. “A decisão segue uma tendência nacional de desestatização como forma de destravar setores essenciais e garantir melhores serviços à população”, afirmou.
UNIÃO INSTITUCIONAL COM FOCO NO CIDADÃO – Outro destaque foi a valorização da parceria com órgãos de controle, como o Tribunal de Contas. “Diferente da visão de confronto comum em gestões mais ideológicas, Moretti destacou o papel do TCE como aliado na orientação preventiva e no aprimoramento da gestão — uma abordagem mais madura e responsável”, ponderou o presidente do TCE-MT, Sergio Ricardo.
“A participação de Flávia Moretti no encontro reforça um modelo de administração pública que ganha força no país: menos discurso, mais ação, mais eficiência e resultado. Vivemos um cenário onde a população está cada vez mais atenta, iniciativas como a defesa da concessão privada, o enfrentamento direto de problemas estruturais e a busca por gestão técnica indicam um caminho alinhado com o que o cidadão espera que são serviços funcionando, contas equilibradas e respeito ao dinheiro público, disse o presidente da AMM-MT, Léo Bortolin, também prefeito de Primavera do Leste.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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