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Prefeita destaca força feminina em live especial pelo Mês da Mulher

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“Esse bate-papo é para despertar a mulher várzea-grandense, a servidora pública. Vocês têm aqui uma prefeita mulher que trabalha por vocês, trabalha pelo feminino”

A prefeita de Várzea Grande, Flavia Moretti (PL), abriu a live especial desta segunda-feira (9), com a frase que marcou o tom da conversa: “Eu encontrei uma Várzea Grande feminina”. Realizada nas redes sociais da Prefeitura de Várzea Grande -dentro da programação do Mês da Mulher -, a transmissão reuniu a mentora e consultora Luciana Falcão em um bate-papo sobre protagonismo feminino, desafios e conquistas das mulheres no serviço público, na política e no empreendedorismo.

Logo no início da transmissão, a prefeita destacou que ao assumir a administração municipal percebeu a grande presença feminina na máquina pública e na própria sociedade várzea-grandense. “A maioria das nossas servidoras é mulher. E as mulheres também são muito fortes na cidade como empresárias, mães, trabalhadoras. Elas fazem a diferença em todos os espaços”.

A gestora ressaltou que sua administração busca valorizar e ampliar a participação feminina nos cargos de gestão. “Na minha gestão, se a mulher não é secretária, a secretária-adjunta é mulher, sem falar nas superintendentes e coordenadoras”, pontuou. “Eu vejo as servidoras municipais muito aguerridas”.

DESPERTAR O POTENCIAL FEMININO – Segundo a prefeita, o encontro foi pensado como um momento de reflexão, incentivo e valorização. “Esse bate-papo é para despertar a mulher várzea-grandense, a servidora pública. Vocês têm aqui uma prefeita mulher que trabalha por vocês, trabalha pelo feminino”, afirmou.

Durante a conversa, Flávia Moretti e Luciana Falcão destacaram características que marcam a atuação feminina na sociedade. Elas ressaltaram que a mulher costuma ter um olhar mais sensível e cuidadoso diante das situações do dia a dia. E, apesar dos avanços, a prefeita lembrou que as mulheres ainda enfrentam obstáculos importantes no mercado de trabalho e na vida pública.

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“A mulher ainda precisa passar por uma validação profissional. É como se tivéssemos que ter um certificado de competência, sempre provando nossa capacidade”, disse. Ela também mencionou desafios relacionados à aparência, à discriminação e às cobranças sociais que ainda recaem sobre as mulheres.

FÉ, PERSEVERANÇA E PROPÓSITO – Outro ponto marcante do bate-papo foi a importância da fé e da espiritualidade para enfrentar desafios. “Enquanto prefeita de Várzea Grande, eu me agarro firme a minha fé. Peço que Deus me dê sabedoria para tomar decisões corretas para a cidade. Minha vida é de Deus e de Nossa Senhora. É uma caminhada árdua, mas foi uma escolha minha”, afirmou.

Ela também refletiu sobre os desafios da vida pública. “Toda escolha tem ônus e bônus. Nenhuma escolha tem apenas bônus. E os ônus nos fazem crescer profissionalmente. O legado que vamos deixar para Várzea Grande vai mostrar isso. Quando fazemos o nosso melhor, tudo acontece”.

A consultora Luciana Falcão também deixou uma mensagem de encorajamento para mulheres que buscam independência financeira. “Toda mulher tem um talento que ainda não foi aflorado. Todo começo não é fácil, requer dedicação. Olhem para dentro de si e pensem: o que eu gostaria ou sei fazer? Comece pequeno, degrau por degrau”, aconselhou.

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REPERCUSSÃO POSITIVA – A live teve repercussão positiva entre gestoras e servidoras municipais que acompanharam o encontro. A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, classificou o momento como inspirador. “Foi motivadora. Uma conversa que reforça a importância da presença feminina na gestão pública e na construção de políticas que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirmou.

Já a secretária de Comunicação, Paola Carlini, destacou o formato leve do encontro. “Foi despretensiosa, leve e atingiu o objetivo de conversar com as mulheres. Foi um momento de troca e reflexão importante neste mês dedicado a nós mulheres”, disse.

Para a servidora municipal Jane Cássia, que acompanhou a transmissão, a live trouxe identificação e inspiração. “Foi uma conversa muito verdadeira. A prefeita falou de desafios que muitas mulheres vivem no dia a dia e mostrou que é possível crescer sem perder a fé e a essência. Saí da live mais motivada”, comentou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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