VÁRZEA GRANDE
Prefeita celebra novo convênio com o governo para Saúde e Educação: “Trabalhando juntos conseguimos fazer história”
VÁRZEA GRANDE
“A parceria do governo do estado com a prefeitura cresce de uma forma linda, que essa união permaneça e assim mostramos aos várzea-grandenses que trabalhando junto, conseguimos mudar a história da cidade”. Assim a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, agradeceu o Governo do Estado na assinatura de mais um convênio para o município.
Nesta terça-feira (02), a Prefeitura de Várzea Grande aderiu a novos programas do Executivo Estadual voltados ao fortalecimento da saúde e da educação municipal. A formalização garante ao município acesso a investimentos para ampliação da rede de atenção básica à saúde, reforma de unidades educacionais e fortalecimento dos serviços prestados à população.
Durante o encontro, a prefeita Flávia Moretti destacou a importância da parceria entre os governos estadual e municipal para impulsionar melhorias estruturais e ampliar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos essenciais.
Na área da saúde, Várzea Grande aderiu ao programa Juntos Pela Saúde Plena, iniciativa estadual que visa fortalecer a Atenção Primária à Saúde por meio da qualificação de profissionais, apoio técnico às equipes municipais, melhorias nos indicadores de atendimento e investimentos em infraestrutura.
Conforme a prefeita, os recursos serão fundamentais para ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal.
“Projetos muito importantes. O convênio na Saúde servirá para nós ampliarmos nossos atendimentos e melhorar a rede. Teremos reforma e ampliação de unidades básicas existentes e até mesmo a possibilidade de construirmos outras. Várzea Grande precisa de mais UPA’s, e Unidade Básica de Saúde. Fico feliz com a preocupação do governador em pautas essenciais. A educação é a mesma coisa, precisamos cuidar dos pequenos com novas creches e unidades educacionais”, explica.
O governador Otaviano Pivetta, ressaltou que o objetivo dos novos convênios é fortalecer as políticas públicas de base nos dois maiores municípios da região metropolitana.
“O objetivo do governo com esses novos convênios é alcançar 100% de cobertura da rede de atenção básica à saúde e da educação municipal. A partir de hoje, o Estado quer fazer um pacto com as duas prefeituras para pôr em prática todas as políticas públicas de base”, afirmou.
Na educação, os investimentos contemplarão reformas de escolas e creches municipais, além do fornecimento de ônibus para o transporte escolar. Para Flávia Moretti, os recursos chegam em um momento importante para ampliar a qualidade da estrutura educacional oferecida às famílias várzea-grandenses.
“A educação é a mesma coisa. Precisamos cuidar dos pequenos com novas creches e unidades educacionais. Isso é primordial. Só temos a agradecer essa parceria que fortalece o Município e demonstra que a união entre os poderes gera resultados concretos para a população”, pontuou.
O programa Juntos Pela Saúde Plena também prevê incentivos e premiações para municípios e profissionais que alcançarem melhores resultados em indicadores estratégicos da Atenção Primária, como ampliação da cobertura vacinal, acompanhamento pré-natal, atendimento à população idosa, fortalecimento da saúde bucal e combate a doenças endêmicas.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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