VÁRZEA GRANDE
Prefeita autoriza reforma completa da USF “Maria José Pedrosa” no Capão Grande
VÁRZEA GRANDE
Unidade já deveria ter passado por melhorias estruturais, por força de uma Ação Civil Pública, e mesmo assim, não foi cumprida. Atual gestão tira mais um sonho do papel
A Prefeitura de Várzea Grande deu mais um passo decisivo na reestruturação da rede municipal de saúde. Na tarde desta segunda-feira (13), a prefeita Flávia Moretti (PL) assinou a ordem de serviço para readequação e adequação da infraestrutura da ESF “Maria José Pedrosa”, no bairro Capão Grande. A solenidade contou com a presença do deputado estadual Wilson Santos (PSD), da secretária de Saúde Deisi Bocalon, dos vereadores Charles da Educação (União) e Jânio Calistro (União), e do presidente do bairro, José do Carmo Filho, o “Japão”.
A obra está orçada em R$ 700 mil, com prazo de execução de 180 dias, podendo ser prorrogado. O investimento é resultado de uma emenda parlamentar de R$ 500 mil destinada pelo deputado Wilson Santos, articulada pelo vereador Charles da Educação, somada à contrapartida de R$ 200 mil da Prefeitura Municipal. Além disso, o parlamentar destinou outros R$ 500 mil que serão aplicados na aquisição de medicamentos e equipamentos para reforçar a estrutura da atenção básica.
A reforma contempla ampliação e melhorias estruturais completas, incluindo reparos nas infiltrações, substituição de pisos e revestimentos, reconstrução de banheiros, pintura geral e implantação de acessibilidade e nova cobertura. Com as adequações, a unidade — que atende cerca de 8 mil moradores do Capão Grande e comunidades vizinhas — passará a oferecer um ambiente moderno, humanizado e funcional, com consultório odontológico e coleta de exames clínicos.
A prefeita Flávia Moretti destacou que a ação reforça o compromisso da atual gestão com uma saúde pública de qualidade. “Nosso objetivo é resgatar a dignidade dos usuários e dos profissionais. A unidade estava deteriorada, sem condições ideais de atendimento. Agora, com planejamento e parcerias sérias, estamos transformando os espaços de saúde em locais de acolhimento e eficiência”, afirmou.
Moretti afirmou ainda que várias unidades precisam de reforma e readequação, inclusive por conta da vigilância sanitária, e fomos buscar recursos de porta em porta. “O vereador Charles da Educação, vendo essa necessidade, buscou apoio do deputado estadual Wilson Santos, o qual eu também já havia procurado, e eles alinharam a vinda desses recursos de R$ 500 mil para a reforma da Unidade de Saúde do Capão Grande, visto que essa unidade já estava com uma Ação Civil Pública há anos e o Município não cumprindo a determinação legal. Além de cumprir uma determinação, estamos reformando uma unidade de saúde que vai ficar de cara nova e de acordo com a vigilância sanitária”.
O deputado Wilson Santos ressaltou que a destinação dos recursos é um investimento direto na vida das pessoas. “A saúde é prioridade. Essa unidade estava esquecida há anos e agora será completamente revitalizada. É uma satisfação contribuir com a cidade de Várzea Grande, em especial com o Capão Grande, garantindo melhores condições de atendimento à população”, declarou o parlamentar.
A secretária de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a obra representa mais um passo na reorganização da atenção básica em Várzea Grande. “Estamos trabalhando em um planejamento contínuo de reestruturação das unidades de saúde. Essa reforma vai permitir que os profissionais tenham melhores condições de trabalho e que a população seja acolhida em um ambiente digno, acessível e seguro. É um investimento que reflete o cuidado da gestão com cada cidadão várzea-grandense”, afirmou a secretária.
Já o vereador Charles da Educação, autor da articulação política que garantiu a emenda, comemorou a conquista. “É um sonho antigo da comunidade. Lutamos muito por essa reforma e hoje estamos concretizando. A população do Capão Grande merece um atendimento digno e um espaço à altura da importância comunidade”, disse o vereador.
O presidente do bairro, Japão, também celebrou o início das obras. “Quem mora aqui sabe o quanto essa reforma era esperada. A unidade é fundamental para todos nós, e ver a prefeitura e o deputado unidos por essa causa traz esperança de dias melhores para o Capão Grande”, afirmou.
A gerente da unidade, Jociele Moraes, e dezenas de moradores participaram do ato de assinatura, marcando o início de uma nova fase para a saúde pública da região. “A reestruturação da ESF Capão Grande é mais do que uma obra física — é um símbolo de respeito e compromisso com a vida das pessoas”, concluiu a prefeita.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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