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Prefeita acompanha avanço das obras do novo Centro Especializado em Reabilitação

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), acompanhou in loco o andamento das obras do novo Centro Especializado em Reabilitação (CER II), que está sendo construído atrás da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ipase. A unidade será a futura sede própria do serviço, atualmente instalado na antiga Escola Estadual Antônio Geraldo Gatibinni, no bairro Ponte Nova, e representa um importante avanço na ampliação da rede de atendimento especializado do Município.

Com aproximadamente 1.400 metros quadrados de área construída, o novo espaço está sendo erguido com recursos do governo federal e foi projetado para atender integralmente às normas de acessibilidade, garantindo conforto, segurança e autonomia às pessoas com deficiência (PCDs).

A previsão é de que a obra seja concluída e entregue à população no próximo ano. O cronograma segue em dia e conta com acompanhamento diário, 24 horas por dia, por meio de monitoramento eletrônico.

Durante a visita, a prefeita destacou a importância do investimento para a população várzea-grandense.

“Estamos acompanhando de perto cada etapa dessa obra porque sabemos o quanto ela é importante para milhares de famílias que dependem dos serviços de reabilitação. Será uma estrutura moderna, acessível e preparada para oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e de qualidade”, afirmou Flávia Moretti.

Ainda no canteiro de obras, a prefeita lembrou que esta é mais uma obra destravada pela atual gestão. O projeto estava paralisado e foi retomado graças à articulação política realizada em Brasília ao longo do ano passado.

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Atualmente, os trabalhos estão concentrados na construção dos pilares de sustentação da edificação. De acordo com o mestre de obras responsável, Eliseu Aparecido Marques, uma das etapas mais desafiadoras foi a preparação do terreno.

“A obra começou em um período de muitas chuvas e o local possui características de área de várzea, com grande acúmulo de água. Foi necessário realizar um intenso trabalho de drenagem, inclusive com apoio de caminhão para retirada da água das áreas onde seriam executadas as fundações. Superamos essa etapa e hoje os pilares já estão erguidos, garantindo o avanço da construção dentro do cronograma”, explicou.

Segundo o superintendente de Obras da Secretaria Municipal de Saúde, Michael Alves, o novo CER II foi planejado para eliminar barreiras arquitetônicas e proporcionar um ambiente acolhedor e totalmente acessível aos usuários.

“Estamos construindo uma sede própria que respeita todas as exigências de acessibilidade e mobilidade. Os ambientes serão modernos, funcionais e planejados para oferecer mais conforto aos pacientes, familiares e profissionais. É uma estrutura que vai elevar o padrão dos serviços de reabilitação oferecidos pelo município”, destacou.

A futura unidade contará com salas para atendimentos multiprofissionais, ambientes terapêuticos, áreas administrativas e toda a infraestrutura necessária para ampliar a capacidade de atendimento.

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O novo Centro Especializado em Reabilitação reforça o compromisso da gestão municipal com a inclusão, a acessibilidade e a ampliação da assistência especializada à população de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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