VÁRZEA GRANDE
Praça Nossa Senhora da Guia é inaugurada; cidade ganha ponto turístico, histórico, cultural e religioso
VÁRZEA GRANDE
“Ó, vós, transeuntes, que por aqui passais, a ‘Estrela Guia’ de Várzea Grande contemplai e por ela vos deixai guiar.” Com esta invocação, a Prefeitura de Várzea Grande, em conjunto com a Arquidiocese de Cuiabá, a Paróquia Nossa Senhora da Guia, a comunidade católica e doações, inauguraram no início da noite deste sábado, 02 de março, a tão esperada Praça Nossa Senhora da Guia.
A iniciativa celebra os 157 anos da padroeira do município de Várzea Grande que também completa 157 Anos de Fundação em 15 de Maio e 76 Anos de emancipação político-administrativa em 23 de Setembro próximo.
A solenidade teve início com a benção da imagem e da praça pelo Arcebispo Metropolitano Dom Mário Antônio da Silva. Em suas palavras, o arcebispo destacou a importância do local como ponto de encontro espiritual para a comunidade católica. “Que esta praça seja um espaço de fé, reflexão e celebração da devoção a Nossa Senhora da Guia, que há 157 anos guia os passos do povo várzea-grandense”.
O Padre Kleber Jorge e Silva, Pároco da Matriz Nossa Senhora do Carmo e da Igreja de Nossa Senhora da Guia lembrou que a dedicação na comunidade em respeito a sua padroeira que abençoa a cidade e sua gente, bem como a participação ativa do prefeito Kalil Baracat e a primeira-dama, Kika Dorileo Baracat, bem como do senador Jayme Campos, do deputado estadual Júlio Campos que dedicaram para que a Praça e a escultura se tornasse uma realidade, pois ela tem um significado muito importante na história e na vida de todos em Várzea Grande.
A vice-presidente do Tribunal do Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides, falou em nome da comunidade católica e dos festeiros da padroeira. Ela ressaltou a inspiração que levou à criação do monumento, iniciativa que teve origem no ano anterior durante as festividades. “Sentimos a necessidade de ter um marco, um ponto de referência, uma homenagem à nossa padroeira. Procuramos o prefeito Kalil Baracat, e juntos, com a colaboração da primeira-dama Kika Dorileo Baracat, concretizamos esse projeto”.
O deputado estadual Julio Campos, representando a família Campos e que é ex-prefeito da cidade, partilhou um pouco da devoção popular à padroeira e elogiou a escolha estratégica da localização da praça. “Este monumento ficará eternamente marcado na história da cidade e na fé do povo várzea-grandense, uma representação viva da fé e da identidade que unem os várzea-grandenses em torno de sua padroeira”, disse o deputado que finalizou sua fala cantando em homenagem à santa.
Encerrando os discursos, o prefeito Kalil Baracat expressou a importância da praça nos aspectos religiosos, culturais e turísticos para a cidade. “Nossa Senhora da Guia escolheu esse pedacinho do Brasil como sua morada, tornando-se mãe e padroeira de Várzea Grande. Com fé, peço que ela abençoe nosso povo e nos guie à conquista magistral”.
Kalil Baracat ainda ressaltou a magnitude do momento para Várzea Grande, enfatizando os significados religiosos, culturais e turísticos que a praça representa. “Este é um marco na nossa cidade. Nossa Senhora da Guia escolheu Várzea Grande como sua morada, e esta praça é uma expressão da nossa devoção e gratidão à padroeira que há 157 anos abençoa nossas vidas. Que ela continue guiando os passos do nosso povo”, destacou o prefeito.
Baracat também enfatizou a importância do trabalho da desembargadora Maria Erotides e da primeira-dama Kika Dorileo Baracat no projeto. Ele elogiou a dedicação e o empenho das duas salientando que a participação delas foi fundamental para a concretização da Praça Nossa Senhora da Guia. “A Dra Maia Erotides e Kika trouxeram uma sensibilidade única para este projeto. A visão delas e comprometimento foram cruciais para que pudéssemos celebrar este momento especial para a nossa cidade. Agradeço imensamente pelo seu esforço e dedicação”.
O artista plástico Tchelo Santos, responsável pela confecção da imagem de Nossa Senhora da Guia, é conhecido no município por suas obras, que incluem bustos de personalidades ilustres do município, como Couto Magalhães e a professora Sarita Baracat, e contribuem para a preservação da história e identidade local. A escolha de Santos para criar a imagem da padroeira evidencia a valorização dos artistas locais e a busca por uma representação autêntica da devoção à santa.
Tchelo Santos, revelou que ao esculpir a imagem da padroeira, buscou capturar não apenas a religiosidade, mas também a expressão de afeto e proteção que Nossa Senhora da Guia simboliza para a comunidade várzea-grandense. Sua obra não é apenas uma escultura, mas uma manifestação artística que transcende o material e se conecta com a espiritualidade da população local.
“A imagem, cuidadosamente esculpida por Santos, é uma adição significativa ao acervo artístico de Várzea Grande. Além de retratar a padroeira, ela se torna parte integrante da identidade cultural da cidade. O reconhecimento do trabalho de Tchelo Santos não apenas enaltece o talento do artista, mas também fortalece os laços entre a arte, a fé e a comunidade”, declarou a desembargadora Maria Erotides.
O evento também foi prestigiado pelo senador Jayme Campos e a ex-prefeita Lucimar Sacre de Campos, pelos festeiros Rafael Clerio, Angel Bassan e Jonas (atuais rainha e rei da festa de Nossa Senhora da Guia), pelo deputado estadual Fabio Tardin, diversos vereadores municipais e além de muitos fiéis e festeiros de Nossa Senhora da Guia.
A Praça Nossa Senhora da Guia – fundamentada pela Lei Municipal 5109/2023, é um marco que transforma a rotatória em frente ao Aeroporto de Várzea Grande em um ponto de referência não apenas para os fiéis, mas também como um cartão postal e novo ponto turístico. Estrategicamente localizada na confluência das principais vias da cidade, a praça se torna acessível e visível para moradores e visitantes, consolidando-se como um espaço emblemático para a comunidade.
A construção, coordenada pelo Arquiteto Enodes Soares Ferreira, é fruto da colaboração entre a prefeitura, os festeiros e a comunidade católica local. A declaração do prefeito Kalil Baracat, gravada no monumento, reconhecendo as comemorações da festa como patrimônio cultural, histórico e imaterial, reforça a importância da praça como marco de referência turística, cultural e religiosa para o município.
O pedestal de granito, além de sustentar a imagem da padroeira e dos pescadores, carrega em sua base os pontos cardeais e destaca a conexão global da devoção a Nossa Senhora da Guia, evidenciada pela distância de 12 Santuários Marianos ao redor do mundo em relação à Várzea Grande.
Padre Kleber, Pároco da Igreja Matriz de Várzea Grande, enfatizou que a praça representa a renovação da fé diária e que, ao passar por ela, as pessoas perceberão que a cidade é cuidada por uma mãe carinhosa.
A história de Nossa Senhora da Guia, compartilhada pelo Padre Kleber, remonta a 1867, quando a imagem foi deixada por um casal de portugueses no local onde hoje está a igreja. A trajetória da santa, transportada por barco até Mato Grosso do Sul e depois por burro até Várzea Grande, é marcada por um gesto simbólico. “A História tem várias versões, mas dizemos que ela escolheu permanecer porque o burrinho não conseguia mais carregá-la. Quando retirada, o animal caminhava normalmente, mas ao colocar a imagem, ele se abaixava, indicando que Nossa Senhora queria ficar aqui em Várzea Grande”, relata o Padre Kleber.
A Praça Nossa Senhora da Guia, agora aberta ao público, representa não apenas um espaço físico, mas uma manifestação de fé, devoção e identidade para os várzea-grandenses, consolidando-se como um local de encontro e celebração da história e cultura do município além de um novo ponto turístico.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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