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População aprova projeto ‘VG SANTO PEIXE’ com preços mantidos do ano passado

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Nesta quarta-feira (27), teve início a terceira edição do projeto “VG Santo Peixe” em Várzea Grande, marcando o período que antecede a Sexta-feira Santa. A iniciativa do Poder Público municipal, alinhada com a tradição cristã da Semana Santa, oferecendo peixes a preços acessíveis até dia 29, em nove pontos estratégicos da cidade, e, mantendo os valores para a venda do ano passado, foi aprovada pela população.

Clarentino da Silva, 53 anos, morador de Várzea Grande, compartilhou sua experiência no primeiro dia da venda de peixes do projeto “VG Santo Peixe”: “Cheguei logo para garantir meu pescado, pois sei que os melhores são vendidos primeiro. Inclusive os preços estão atrativos mesmo”.

Antônio Gonçalo, 66 anos, também residente de Várzea Grande, trouxe sua esposa Jucelia Conceição, 60 anos, para escolher o peixe do final de semana. Ele explicou: “No primeiro dia, a escolha é crucial. Em casa, quem manda é a mulher, então confio na escolha dela. O projeto ‘VG Santo Peixe’ é nossa garantia de qualidade, preço e tradição”.

Justino Andor, 47 anos, também marcou presença no primeiro dia de vendas para a Semana Santa e comentou: “Antes de vir, fiz uma pesquisa de preços e aqui é mais acessível. Os peixes estão lindos e o preço está ótimo. É uma oportunidade que não dá para perder”.

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Clarice Maria Cassi, 38 anos, aproveitou o primeiro dia do projeto para comprar peixes a preços acessíveis e destacou: “Sempre venho direto aqui na prefeitura, pois sei que os preços são melhores que no mercado. É uma tradição que nos ajuda a economizar e celebrar a Semana Santa”.

Com 27 toneladas de pescados disponíveis, moradores de toda baixada cuiabana podem adquirir diferentes variedades, incluindo o quilo do peixe inteiro do tipo redondo, como tambatinga e tambacu, por apenas R$ 19,90, já limpo e sem escamas, com o mesmo preço praticado no ano anterior. Além disso, há opções de cortes com e sem espinha, como a ventrecha do peixe redondo, oferecida por R$ 38,90 o quilo, e o filé de pintado por R$ 58,90 o quilo.

O Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande, Jean Lucas Teixeira de Carvalho, destacou a importância do projeto para a comunidade: “O ‘VG Santo Peixe’ não só mantém viva a tradição religiosa da Semana Santa, mas também contribui para uma alimentação mais saudável e acessível para as famílias da região, com a garantia de que os preços permanecem os mesmos do ano passado, pensando no bolso de todos”.

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O prefeito Kalil Baracat enfatizou os benefícios econômicos e sociais do projeto: “Além de promover a tradição religiosa, o ‘VG Santo Peixe’ fortalece a economia local ao oferecer preços acessíveis, o que é fundamental especialmente em tempos desafiadores como os que estamos enfrentando, e essa manutenção dos valores do ano passado é uma garantia da administração municipal para as famílias”.

Durante os três dias de venda, 27, 28 e 29, os produtos estarão disponíveis nos seguintes locais: Paço Municipal da Prefeitura de Várzea Grande, área externa do Ginásio Fiotão (Avenida Castelo Branco), Praça do Jardim Glória 2, Praça do Parque do Lago, Praça Áurea Braz, Praça do Jardim Imperial, Praça do Bairro Santa Izabel, Avenida Filinto Müller (próximo à rotatória do bairro Santa Izabel) e Avenida Alzira Santana (em frente à sede do poder Legislativo Municipal).

O “VG Santo Peixe” não apenas celebra a tradição religiosa da Semana Santa, mas também promove a solidariedade, a nutrição e o apoio aos pequenos comerciantes locais, tornando essa época ainda mais especial e significativa para a comunidade várzea-grandense e da Baixada Cuiabana como um todo.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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