VÁRZEA GRANDE
Pequenos produtores esperam novidades e aumento de vendas para 2024
VÁRZEA GRANDE
Na última edição, realizada em 2023, a Feira de Agricultura Familiar de Várzea Grande alcançou números expressivos, totalizando cerca de R$ 135.000,00 em vendas ao longo das 11 edições. Este ano, apesar do retorno neste 07 de março, a feira promete superar as expectativas com 10 edições planejadas, ocorrendo toda primeira quinta-feira do mês.
A mudança de local, uma das novidades para 2024, é um destaque relevante, conforme explica Jean Lucas Teixeira de Carvalho, Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande: “Estamos prevendo a transferência da feira para a área na rodovia Mário Andreazza, próximo ao José Carlos Guimarães, o que permitirá um aumento significativo no número de expositores.”
Atualmente realizado no Paço Municipal da Prefeitura, o evento ocorre das 08h às 17h, proporcionando um espaço crucial para 16 pequenos produtores rurais de Várzea Grande e de Nossa Senhora do Livramento. A parceria entre as prefeituras e o Sindicato Rural destaca-se como uma iniciativa essencial para apoiar e impulsionar os agricultores familiares da região.
Gisele Miranda, representante da prefeitura de Nossa Senhora do Livramento, destaca o sucesso da Associação Centro de Comercialização dos Produtores Rurais, que alcançou R$ 13 mil em vendas no ano passado. Ela espera que em 2024 as vendas superem esse valor, que já representa de 30% a 40% da produção da agricultura familiar no município.
Nair Machado, vendedora de pastéis na feira mensal, ressalta a importância do evento como vitrine para seu negócio, proporcionando clientes e entregas pontuais ao longo do ano. Ela expressa otimismo em relação ao potencial positivo que 2024 reserva. “Toda a venda é comemorada, mas sempre vendo tudo o que trago aqui para feira, inclusive consegui clientes que fazem encomendas para festas de aniversário, etc”, disse.
O produtor Elizeu Florenço enfatiza a relevância da feira como “um diferencial” para ele e outros produtores. Ao trazer produtos de diversos pequenos agricultores, ele construiu uma clientela permanente, realizando entregas semanais na casa de novos clientes conquistados durante o evento. Essa dinâmica comercial evidencia a influência positiva da feira na economia local e na vida dos agricultores familiares. “Inclusive durante a semana eu passo aqui pela prefeitura para vender, é como uma referência para nós”, completou.
“Assim, a Feira de Agricultura Familiar de Várzea Grande não apenas se destaca como um espaço de comercialização, mas também como um agente de fortalecimento da economia local e promoção de práticas sustentáveis, consolidando-se como um evento fundamental para a comunidade e os produtores rurais da região. A administração municipal está trabalhando para melhorar isso a cada dia tanto para o pequeno produtor quanto para os consumidores”, explicou o secretário Jean Lucas Teixeira de Carvalho.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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