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OAB/MT reconhece esforços e avanços conquistados pela primeira-dama e promotora Kika Dorilêo Baracat

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Diante da necessidade e da possibilidade cada vez maior de se ocupar os espaços de poder, mas com responsabilidade e defendendo sempre a igualdade entre as pessoas, independentemente de cor, credo, sexo, opinião e até mesmo condição social, a primeira-dama de Várzea Grande, a promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat, foi homenageada pela OAB Mato Grosso, subseção Várzea Grande, com uma Moção de Aplauso não apenas pelos esforços junto a administração do marido, o prefeito Kalil Baracat, mas também como pessoa pública que trabalha em defesa da lei e das garantias constitucionais de todas as pessoas, principalmente as mulheres.

Assim como a primeira-dama, desembargadora Maria Erotides, a presidente da OABMT, Gisela Cardoso, a vice-presidente da CAAMT, Clarissa Lopes, a Delegada Mariel Antonine, entre outras mulheres e profissionais de diversos setores, também receberam a honraria. O evento Março Mulher faz parte das programações desenvolvidas pela OAB de Várzea Grande em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março.

 “É uma alegria participar desse evento aqui em Várzea Grande e por perceber que além da comemoração temos também uma ação efetiva das advogadas, que estarão auxiliando as mulheres de baixa renda e em situação de vulnerabilidade, e que essa ação vai ter resultado prático para as atendidas. Eu acredito muito que nós mulheres que temos condições de chegar a espaços de poder, precisamos assumir as responsabilidades decorrentes da ocupação desses espaços de poder. Não estamos aqui apenas para comemorar, mas, para fazer a diferença na vida de outras mulheres, e nada melhor que mulheres para ter esse olhar empático, para se colocar no lugar da outra, e para entender o que a outra mulher passa e sofre”, disse a primeira-dama Kika Dorileo Baracat.

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Ela destacou que é triste ainda saber que em 2022 os índices de violência contra a mulher ainda continuam altos. “Nós tivemos muitos avanços, mas a nossa caminhada ainda é muito longa. Várzea Grande está na vanguarda no enfrentamento à violência contra a mulher. Nós temos o privilégio de ter aqui na cidade uma delegada atuante, uma rede de enfrentamento a violência contra a mulher eficaz, e o Ministério Público recebeu, nacionalmente, prêmio reconhecendo o trabalho de todas as promotoras. Temos também uma secretária de Assistência Social, que tem corrido muito atrás de qualificação para as mulheres que sofrem violência doméstica. Ela tem buscado parcerias com entidades do terceiro setor e queremos contar também com a parceria do OAB para que consigamos qualificar essas mulheres, e que elas consigam decidir por elas quais destinos elas querem, e que não sejam obrigadas a permanecer no círculo vicioso de violência, por depender financeiramente de seu agressor”.  

O presidente da subseção da OAB de Várzea Grande, Rodrigo Araújo disse que essa gestão quer aproximar a OAB cada vez mais da sociedade, ouvir os seus anseios e levar orientações jurídicas aos que mais precisam. “A Ordem tem foco na defesa dos advogados, porém, sem perder de vista as necessidades primordiais da sociedade. 

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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