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Nascimento e aniversário de Eduardas marcam um ano do Hospital Materno-Infantil de Várzea Grande

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Neste sábado (14) é dia de comemoração tanto na Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo, quanto na casa da família de Dona Karen. Isso porque sua filha, Maria Eduarda, foi a primeira bebê nascida na nova maternidade, entregue em maio de 2021, quando Várzea Grande completou 154 anos de fundação. Já nas comemorações dos 155 anos da cidade, a data é marcada pelo nascimento de outros 1,6 mil bebês que nasceram na unidade no decorrer do ano, alicerçado no conceito da politica de humanização, segurança, qualidade de vida e cidadania.

“Meu eterno agradecimento, em nome de toda minha família, por tudo o que foi de melhor que a equipe do hospital nos proporcionou. Porque no momento certo, uma grávida precisa de carinho e tranquilidade, e eles nos deram muito amor. Que Deus abençoe cada um. Nenhum hospital particular me daria um atendimento desses”, afirma a mãe de Eduarda Santana, Jeniffer Emília, que nasceu a 11 dias na unidade.

O prefeito Kalil Baracat, presente na solenidade de 1 ano da Maternidade, disse que o projeto saiu do papel e só foi possível concretizar, graças às parcerias com o Governo do Estado e Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso junto à Prefeitura de Várzea Grande.

“Vamos transformar a Maternidade no primeiro Hospital Municipal da Criança, com a concretização de novas obras, principalmente a instalação de leitos de UTIs. Hoje a unidade é uma extensão do Hospital e Pronto Socorro, do programa Rede Cegonha, que garante serviços vinculados ao parto. Esta é nossa meta. Lembro que estávamos no auge da pandemia da covid-19 e junto ao secretário de Saúde, Gonçalo de Barros, e sua equipe, fizemos todo o planejamento, em caráter emergencial, em consequência do avanço da pandemia, e queríamos um lugar próprio para as gestantes e seus bebês. Está aí o resultado. Já nasceram mais de 1,6 mil bebês desde o dia da sua inauguração, há exato um ano. É com muita satisfação que venho aqui hoje e vejo que está tudo funcionando a contento”, disse o prefeito Kalil Baracat.

Outra parceria comemorada pelo prefeito Kalil Baracat e que deu certo foi com o Poder Judiciário, que está permitindo que crianças nascidas no Hospital sejam registradas em uma unidade do Cartório do 2º Ofício situado nas dependências da unidade.

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“São nossos pequenos várzea-grandenses nascendo e que já saem da unidade com a certidão de nascimento – primeiro documento que contém as declarações oficiais necessárias para certificar a existência de um cidadão. Além da certidão de nascimento, os recém-nascidos várzea-grandenses saem também da maternidade com o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas). Temos a oportunidade de ofertar cidadania à nossa nova geração. É digno de comemoração. A Saúde Pública também é prioridade da nossa gestão”, afirmou o prefeito.

O secretário municipal de Saúde, Gonçalo de Barros, descreve que o hospital possui 30 leitos distribuídos em 5 enfermarias, 2 centros cirúrgicos, 2 salas de parto humanizado, 1 sala de parto/isolamento, a unidade segue as diretrizes da Política Nacional de Humanização preconizada pelo Ministério da Saúde, que garante o atendimento às usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção especial durante a gravidez, parto e puerpério.

“Hoje estamos proporcionando qualidade de vida às futuras mães e seus bebês ofertando proteção, orientações, acompanhamento, assistência médica, até o nascimento do bebê, onde a mãe, já sabe onde vai nascer o seu bebê e na garantia de cuidados dentro da Rede SUS, no período do nascimento e no decorrer do crescimento da criança. A Maternidade está adequada com leitos e tem capacidade de realizar até 300 partos/mês, se for necessário. Com a efetivação dos leitos de UTI, vamos poder nos qualificar e prestar mais serviços nesta área da saúde pública”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Gonçalo de Barros.

Para o secretário Gonçalo de Barros, hoje é um momento de comunhão, agradecimento e exaltação aos profissionais que são responsáveis por todo trabalho realizado pelo hospital e prestado à população. “Temos a missão de atender com uma excelência assistencial e integridade, e a construção dessa entrega aos pacientes e usuários é diária e feita por cada colaborador. A nossa Maternidade realiza atendimento 100% SUS (Sistema Único de Saúde) e integra a rede pública de saúde dos serviços prestados aos várzea-grandenses”.

Segundo o Diretor do Hospital e Pronto Socorro, Ney Provenzano, a equipe médica que atua na unidade é especializada, composta por médicos, enfermeiros e técnicos que desenvolvem os serviços de atendimento ao parto de baixa e média complexidade.

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“Além dos 30 leitos de alojamento em conjunto, dispomos de 5 leitos de Pré – Parto, Parto e Puerpério (PPP), único no Estado, sendo cada um individual com banheiro exclusivo, com espaço e equipamentos necessários, por exemplo, a bancada e berço aquecido, camas automáticas, fototerapia, balanças, banquetas, bolas, balanço pélvico para parto tipo cavalinho, balde coletor e carro de emergência. Nosso Centro de Parto Normal (CPN) , que funciona dentro do Hospital e Pronto Socorro, para atender também partos de riscos, é o único no Estado que disponibiliza 24 horas médico pediatra, além de equipe especializada com enfermeiros obstétricos, técnicos de enfermagem, médicos ginecologistas e neonatologista, além de todos os equipamentos necessários e centro cirúrgico. Queremos levar este serviço exclusivo para dentro do materno, após a instalação de leitos de UTIs, já programados para este ano, conforme o Planejamento da Gestão do Prefeito Kalil Baracat”, explicou o diretor.

Dia Festivo – Nas comemorações do primeiro ano da Maternidade Municipal Dr. Francisco Lustosa de Figueiredo, mães compareceram ao evento, com suas crianças nascidas na unidade durante o período da implantação do hospital de 14 de maio de 2021  a 14 de maio de 2022. Uma criança nascida no dia 14 de cada mês deste período. “ Resolvemos fazer esta homenagem simbólica e presentear estas crianças, para marcar a data do dia 14 de maio de 2021, quando da implantação da unidade. Sendo um braço dos serviços do Hospital e Pronto Socorro, a unidade vem cumprindo sua meta de bem atender as mães gestantes, no Sistema Único de Saúde, de forma resolutiva. É uma importante unidade de acolhimento às mães gestantes e suas crianças. Aqui as crianças  nascem com segurança e tranquilidade com o suporte médico necessário e as mães com mais qualidade e segurança”, comemorou a Coordenadora Clínica do Hospital Maternidade, Dra Gabriela Zandonaide.

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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