VÁRZEA GRANDE
Mutirão rural para entrega dos cartões será nesta sexta-feira na Agrovila São Miguel
VÁRZEA GRANDE
O Ser Família, do governo do Estado, é voltado para famílias em situação de vulnerabilidade social, inscritas no Cadastro Único e com renda per capita de até R$ 218
Mais um grande mutirão para entrega dos cartões Ser Família, desta vez na zona rural de Várzea Grande será realizado em Várzea Grande, na próxima sexta-feira, dia 12, das 08h30 às 11h30, na Associação dos Trabalhadores Rurais, Agrovila São Miguel, na comunidade Sadia III. No local, as equipes da Secretaria de Assistência Social estarão presentes para entregar os cartões e prestar todas as orientações necessárias sobre a utilização do programa.
Na semana passada, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, concluiu a entrega de 4,1 mil cartões em um primeiro mutirão realizado no Ginásio Fiotão. O Fiotão foi escolhido por ser um local estratégico, de fácil acesso, no Centro da cidade, provido de espaço amplo, água e banheiros.
Os contemplados com o cartão do Ser Família passaram por processo de inscrição realizado entre 28 de junho e 9 de julho deste ano, em mutirões nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). Agora, o benefício chega até as comunidades rurais, evitando deslocamentos longos e reforçando o compromisso da gestão em cuidar de todos os cidadãos.
A entrega é feita exclusivamente ao titular do cadastro, mediante apresentação de documento oficial com foto. Os cartões já estão carregados com o benefício referente ao mês de agosto, permitindo o uso imediato pelos contemplados.
CONSULTA ONLINE – Os moradores que realizaram a pré-inscrição podem consultar o resultado diretamente no site da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), informando o número do CPF para verificar se o cadastro foi aprovado ou recusado.
QUEM TEM DIREITO? – O Ser Família, do governo do Estado, é voltado para famílias em situação de vulnerabilidade social, inscritas no Cadastro Único e com renda per capita de até R$ 218. A prioridade é para mulheres, chefes de família, idosos, pessoas com deficiência, indígenas e moradores de áreas de risco.
O programa conta ainda com modalidades específicas, como Ser Família, Criança, Idoso, Inclusivo e Indígena, garantindo apoio conforme o perfil de cada núcleo familiar. Para permanecer no benefício, é necessário manter os dados atualizados no Cadastro Único, disponível nos CRAS municipais.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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