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Moretti recebe fiscais de trânsito e ouve demandas para melhorias na carreira

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É a primeira que o Chefe do Executivo Municipal recebe a categoria. Foi a oportunidade de abrir diálogo e reforçar o elo da gestão com seu funcionalismo, a exemplo da reunião inédita já realizada com os manobristas do DAE

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu fiscais de trânsito em reunião que teve como foco principal ouvir as demandas da categoria. O encontro contou com a presença do secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Ronei Scarton Júnior, e do subsecretário José Carlos Miranda, com o objetivo central foi discutir melhorias para a carreira dos fiscais.

Fábio Rodrigo Rubinho, fiscal de trânsito desde 2011, destacou a importância do diálogo com a prefeita e a receptividade que a categoria teve. Ele ressaltou que, pela primeira vez, os fiscais tiveram a oportunidade de expor suas necessidades diretamente à Chefe do Executivo Municipal.

“Nunca tínhamos tido esse tipo de contato. Eu estou aqui desde 2011, e é a primeira vez que entro na sala e somos bem recebidos, somos ouvidos. A reunião era para ser de 15 a 20 minutos, mas durou quase uma hora. Foi passado para ela a estrutura que temos, nossas necessidades, e, através do secretário Gerson, debatemos o futuro. O próximo ano, os últimos dois anos e o futuro nos próximos quatro anos”, contou Fábio.

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A prefeita tem feito desses encontros uma rotina. É promessa de campanha que a gestão Flávia Moretti tenha esse olhar para valorização e capacitação do funcionalismo. “Desde que assumimos a prefeitura, temos conversado com várias categorias. Como sempre digo: é preciso conhecer para saber como agir. Nossa gestão está focada em valorizar o servidor público que é a porta de entrada para prestação de qualquer serviço. Estamos debruçados em buscar melhorias aos nossos servidores”.

Durante o encontro, os fiscais apresentaram demandas relacionadas à carreira, como melhorias em veículos, adesivagem, uniformes e condições de trabalho. A prefeita demonstrou interesse em atender às demandas e reforçou o compromisso em buscar soluções para valorizar a categoria.

“Tratamos de tudo que é valioso para gente. A prefeita nos incumbiu de pensar em um trânsito mais seguro e em uma mobilidade melhor, mas o foco da reunião foi ouvir nossas necessidades como fiscais”, explicou Fábio.

A prefeita também foi informada sobre o trabalho dos fiscais no suporte às obras e operações de trânsito, como no caso das obras da Avenida da FEB e do BRT, onde a equipe atuou em conjunto com outros órgãos, como a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Fábio destacou que, embora a execução das obras seja responsabilidade do governo do Estado, os fiscais desempenham um papel essencial no apoio e na fiscalização.

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O fiscal ainda destacou a atenção que a prefeita demonstrou durante a reunião, criando um ambiente de harmonia e diálogo. Para ele, o mais importante foi a possibilidade de expor as necessidades da equipe e receber o apoio necessário para melhorias futuras. “Às vezes não é como a gente quer, não é imediato, mas a forma como ela nos recebeu, como nos ouviu e as ideias que apresentamos a deixaram mais feliz do que a nós mesmos. É uma via de mão dupla: vamos ajudar, e, no futuro, teremos melhorias. Tenho certeza de que, da forma como ela está conduzindo, nossa cidade só tem a crescer, com servidores mais qualificados, mais felizes, e a população é quem ganha com isso”, finalizou ele.

A reunião reforçou o compromisso da prefeita Flávia Moretti em ouvir as demandas dos servidores que estão na linha de frente, valorizando a carreira dos fiscais de trânsito e buscando melhorias que impactem positivamente o trabalho da categoria e o bem-estar da população de Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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