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Moretti destaca protagonismo das mulheres na política em evento do CMPIR

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Prefeita defendeu uma participação maior e efetiva das mulheres na política, tanto na esfera municipal como também estadual e nacional e agenda permanente para busca de política públicas que atendam à população negra, periférica e vulnerável

No Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial (21), a prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti (PL) participou de uma Roda de Conversa, promovida pelo Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR). O evento foi realizado no auditório do Anexo II da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

Além de promover o debate e a reflexão sobre o Dia internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa, celebrado no dia 21 de janeiro, o evento também teve o objetivo de elaborar propostas de políticas públicas para o município que atendam à população negra, periférica e vulnerável, que deverão ser encaminhadas à Câmara de Vereadores.

Em sua fala, a prefeita Flávia defendeu uma participação maior e efetiva das mulheres na política, tanto na esfera municipal como também estadual e nacional. “Para efetivamos políticas públicas que possam contribuir para reduzir a violência contra às mulheres e promover a igualdade racial, precisamos de mais mulheres na gestão pública. É preciso despertar a coragem das mulheres para se colocar na política municipal” disse.

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A prefeita destacou a participação de mulheres negras em sua equipe de trabalho que estão atuando na gestão não pela cor da pele, mas em virtude da competência e do profissionalismo. “É importante o exemplo delas para que a comunidade reconheça que essas mulheres estão em situação de liderança e que chegaram lá pelo próprio esforço e mérito” declarou.

O presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Leodino Pereira Borges, ressaltou que a Roda de Conversa é uma importante ferramenta de diálogo para que propostas que atendam às demandas da população negra, nas questões dos direitos nas áreas da saúde, do trabalho, da educação, entre outras, possam ser elaboradas.

Segundo o presidente do CMPIR, no último censo realizado no município de Várzea Grande, mais de 50% da população se declararam pardos e pretos o que torna a atuação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial mais relevante.

Para marcar o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, a Rede das Nações Unidas sobre Migração também intensificou os esforços no combate ao racismo e a discriminação racial no contexto da governança migratória.

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O racismo, a xenofobia e as demais formas de discriminação têm consequências graves aos migrantes. A discriminação racial se manifesta em violações dos direitos humanos, como a falta de acesso a serviços básicos de saúde, educação, justiça, além de casos de segregação profissional dos trabalhadores migrantes. “A criminalização da migração irregular impulsiona percepções públicas negativas dos migrantes, alimentando discursos de anti-imigração, discriminação e xenofobia” explicou o presidente do CMPIR.

A Roda de Conversa do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial também contou com a participação do vereador Charles Quadro.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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