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Moretti cobra apoio da ALMT para ampliar repasses para Saúde e Assistência Social

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Várzea Grande precisa viabilizar o aumento do teto de Média e Alta Complexidade e garantir pagamento de uma emenda especial de mais de R$ 20 milhões já aprovada pela Comissão Intergestores Bipartite

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), esteve na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), ontem (23), para apresentar demandas nas áreas da Saúde e Assistência Social do Município. A reunião, inicialmente agendada com o presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), foi conduzida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), que recebeu a gestora municipal, as secretárias Deisi Bocalon e Cristina Saito e o vereador Alessandro Moreira (MDB), na presidência da Assembleia.

Durante a reunião, Flávia Moretti apresentou dados sobre o subfinanciamento da saúde pública no Município e solicitou apoio da Assembleia Legislativa para interceder junto à bancada federal e ao governo federal. O objetivo é viabilizar o aumento do teto MAC (Média e Alta Complexidade) e garantir o pagamento de uma emenda especial de mais de R$ 20 milhões já aprovada pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB-MT).

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“Apresentamos os números da Saúde e da Assistência Social de Várzea Grande e mostramos o quanto precisamos de recursos para custeio e investimento. Nosso teto MAC é de apenas R$ 3,7 milhões mensais, sendo que só com soro hospitalar gastamos R$ 800 mil. Isso inviabiliza qualquer planejamento. Várzea Grande é porta aberta, atende toda a Baixada Cuiabana e municípios do interior. Precisamos de reforço urgente. Nosso repasse de ICMS, por exemplo, este mês será inferior a R$ 500 mil, o que compromete ainda mais as finanças municipais”, destacou a prefeita.

Ainda segundo a prefeita Flávia Moretti a expectativa é de que “a Assembleia Legislativa articule uma resposta célere, por meio de recursos emergenciais, apoio político e institucional, e intermediação junto ao governo federal para evitar o colapso nos serviços essenciais e garantir atendimento de qualidade nas áreas de Saúde e Assistência Social à sociedade várzea-grandense”.

O deputado Dr. João classificou o encontro como “muito produtivo” e reforçou a gravidade da situação. “A prefeita e as secretárias demonstraram preocupação legítima. A realidade é difícil e exige articulação política. Vamos buscar o envolvimento dos demais deputados, do governo do estado e também da bancada federal. A Assembleia Legislativa não pode se omitir. Precisamos agir de forma rápida”, afirmou o parlamentar.

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O vereador Alessandro Moreira ressaltou que o quadro crítico da saúde municipal já havia sido apresentado ao deputado Dr. João, que esteve pessoalmente na Secretaria Municipal de Saúde a convite da gestão. “A reunião de hoje só foi possível porque o deputado já havia visto de perto a realidade. Ele se sensibilizou, abriu as portas da Assembleia e provocou esse diálogo. Agora é o momento de os 24 deputados reconhecerem que todos têm votos em Várzea Grande e contribuírem com soluções concretas”, afirmou o vereador.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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