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Moradores do Costa Verde e região aprovam ação realizada pela Casa de Sarita no bairro

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As moradoras do bairro Costa Verde, Santa Maria e regiões adjacentes aproveitaram o último sábado do mês de junho, para conhecer um pouco mais das atividades desenvolvidas pela Casa de Sarita, numa ação realizada no próprio bairro. A iniciativa agradou as participantes, que não só aprovaram a ação social, como aproveitaram o momento para cuidarem da saúde e beleza.

O evento foi realizado na Escola Municipal de Educação Básica – EMEB – Emanuel Benedito de Arruda, e contou com a presença da primeira-dama Kika Dorilêo Baracat e da secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira.

Elaine Cristina Rocha Balesteiros, moradora do Costa Verde, não conhecia e nem tão pouco sabia da existência da Casa de Sarita. Ela ficou surpresa com as atividades desenvolvidas no local, e aprovou a ação realizada em seu bairro. “Essa ação é muito importante porque além de nos esclarecer a funcionalidade da Casa de Sarita, nos dá a oportunidade de poder receber em nosso bairro, esses serviços, principalmente, para as mães que trabalham fora e não tem tempo de se deslocar até a sede e participar desses serviços, durante a semana. E essa ação aqui no bairro, no fim de semana, conseguimos participar. E eu amei essa ideia”, elogiou. A moradora aproveitou o evento para fazer tranças no cabelo e ficar mais bonita no final de semana.

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Edimara Pereira de Souza, também não conhecia a Casa de Sarita e disse que a ação foi muito bem recebida também pelos moradores do Santa Maria. “A nossa população é carente e uma ação dessa nos ajuda em vários aspectos. Aproveitei o evento aqui no bairro para colocar a caderneta de vacinação de minha filha em dia”.

Alzira da Conceição Vaz já teve oportunidade de conhecer a Casa de Sarita e achou maravilhosa a ação no seu bairro. “Aqui o atendimento é mais rápido, e não precisa de agendamento. Já consultei e vou participar de todas as outras atividades realizadas aqui”, comemorou.

Idealizado pela primeira-dama e Promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat, a Casa de Sarita é uma demonstração de cuidado e carinho as mulheres, que participam de serviços na sede do órgão, e nas ações desenvolvidas nos bairros, cujo objetivo é o de também divulgar os serviços desenvolvidos na Casa, principalmente, para aqueles que não sabem da existência da Casa.

Coordenadora da Casa de Sarita, Samanta Fiorenza disse que a ação é um presente dessa gestão para todas as mulheres da comunidade, para que elas possam se sentir acolhidas e usufruir de todos os serviços ofertados pela Casa. “A Casa de Sarita tem percorrido os bairros levando todos os serviços que são ofertados pelo órgão social. Essa iniciativa é para atender a população que não dispõe de tempo para ir até a sede e, desta forma, levamos os serviços até mais perto da população”.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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